Mesmo aos 36 anos, Cicinho garante: ainda não pensa em encerrar a carreira. Dono de espaço no coração dos torcedores do São Paulo após a conquista do Mundial de Clubes da FIFA de 2005, o lateral-direito garantiu que está se preparando para voltar em breve aos gramados. Em entrevista exclusiva ao FOXSports.com.br, o jogador revelou: está em fase final da recuperação de uma lesão de joelho, tem sido sondado por clubes do Brasil e também do exterior, e pode decidir seu futuro em breve.
Após encerrar seu contrato com o Sivasspor, da Turquia, Cicinho retornou ao Brasil para o processo de fisioterapia, fato que impossibilitou que assinasse antes com uma equipe brasileira. Sem estar em plena forma física, o jogador preferiu se dedicar ao tratamento, no interior de Goiás, e se recusou até a ouvir quais clubes sonharam com sua contratação nos últimos meses.
“Pedi para meu empresário não me passar essas informações. Ele entrou em contato comigo dizendo que tinha o interesse de alguns clubes e perguntando qual era minha real situação, e eu passava para ele: ‘Olha, não adianta me oferecer agora. Não estou 100%’. Ele disse que tinha algumas situações de São Paulo, de Goiás e até de fora do país. Eu pedi para não falar em nomes de times para não criar expectativas. Se você ouve, e é um time que desperta interesse, você acaba se empolgando, e quer ir antes do tempo. Isso não é uma situação bacana”, afirmou o jogador.
Em processo final de recuperação, Cicinho garantiu que ainda tem gás de sobra para 'correr atrás' dos atacantes brasileiros. Prestes a retornar ao futebol, o lateral afirmou que ainda pode atuar profissionalmente por até três temporadas. “Estou aguardando o contato do meu empresário para tomar a melhor decisão. Tenho 36 anos, pretendo jogar mais ou três anos”, garantiu.
Revelado pelo Botafogo-SP em 1999, Cicinho atuou ainda por Atlético-MG e Botafogo-RJ antes de chegar em 2004 ao São Paulo, onde teve sua principal passagem no Brasil. Mesmo atuando apenas duas temporadas no clube do Morumbi, o jogador fez parte de um dos elencos mais vitoriosos da história recente do Tricolor, e conquistou o Campeonato Paulista, a Libertadores e o Mundial de Clubes da FIFA, os três apenas no ano de 2005.

A conquista no Estádio Internacional de Yokohama, inclusive, rendeu a Cicinho aquele que é apontado por ele mesmo como o dia mais feliz de sua carreira. Naquela noite fria, diante de mais de mais de 66 mil pessoas, o lateral viu o volante Mineiro receber passe açucarado de Aloísio para fazer o único gol da vitória do São Paulo diante do poderoso Liverpool, além da noite inspirada do goleiro e capitão Rogério Ceni debaixo das traves. O que marcou a carreira do brasileiro, no entanto, foi o som do apito do árbitro mexicano Benito Archundia, encerrando a partida após os acréscimos.
“Quando o juiz apitou o final do jogo contra o Liverpool eu corri para o lado do Rogério gritando que nós éramos campeões, que éramos os melhores do mundo. Ele tinha falado para a gente: ‘Vocês não sabem o que é ganhar um título Mundial e depois voltar para o Brasil’. Foi um sonho, e graças a Deus eu faço parte da história tão linda do São Paulo”, recordou.
*Reportagem de Vinícius Ribeiro e João Felippe França