Tudo o que o São Paulo produziu ofensivamente na partida contra o Audax foi repetido no segundo jogo do campeonato, contra a Ponte Preta. No entanto, o número de finalizações certas foi bastante diferente.
Se na estreia o time de Rogério Ceni mostrou que busca o gol o jogo todo, foi no segundo jogo que os gols saíram.
E olha que a Ponte abriu o placar com Matheus Jesus e obrigou o São Paulo a jogar contra a dúvida e a pressão psicológica de mudar o resultado.
Nos três jogos oficiais da temporada o São Paulo sempre soube o que fazer, mas é certo pensar que a execução foi melhorando jogo a jogo.
Os conceitos, pouco a pouco, são assimilados pelos jogadores. O time tenta ter a bola; aperta o adversário e finaliza bastante. Sim, é verdade que os desarmes nos primeiros jogos eram incompletos. Também é verdade que no jogo do Morumbi, estreia de Rogério em casa, o time retomava a posse de bola e envolvia o adversário.
O 5 a 2 deixa o torcedor empolgado e é para acreditar mesmo que algo de bom tem sido feito no time. É óbvio que o início de trabalho faz o time conviver com a dúvida e a incerteza, mas o time sabe o que deve fazer. Saber os conceitos de jogo já representa muito para um início de trabalho.