Sidão brilha e São Paulo tem primeira final no ano - Por Cleber C. Oliveira

Após um excelente primeiro tempo, o time cai de produção mas se garante na primeira final do ano, diante do Corinthians

Fonte SPFC.Net
O São Paulo fez sua estreia sob comando de Rogério Ceni diante do River Plate e avança para final da Flórida Cup. Após empate sem gols no tempo regulamentar o placar nos pênaltis terminou em 8x7 e o time do Morumbi enfrenta o rival Corinthians, sábado em Orlando, às 21h (horário de Brasília).
Na primeira etapa, Rogério Ceni veio com um time no papel um tanto quanto ofensivo. Além dos três zagueiros Maicon, Rodrigo Caio e Breno, apenas Thiago Mendes era de fato volante. Cueva, Luis Araújo, Wellington Nem e Chávez compuseram a linha ofensiva, além dos laterais Bruno pela direita e Buffarini pela esquerda.
Com esta formação, o São Paulo conseguiu jogar com mais volume de jogo e pressão, ocupando espaços dentro de campo e sufocando o adversário. Rodrigo Caio, apesar de compor uma linha com três zagueiros, quando o Tricolor mantinha a posse de bola, avançava pelo meio trocando passes e levando-a até o setor ofensivo. Bruno pela direita e Buffarini pela esquerda faziam as descidas de apoio e a cobertura do setor de defesa.
Desta forma o São Paulo, em uma jogada individual de Wellington Nem pela direita, que driblou o primeiro marcador entrando na área, é derrubado por Medina, que fazia a cobertura. Pênalti marcado. Na cobrança Cueva bate fraco à meia altura e o goleiro Bologna espalma para escanteio.
Após a cobrança perdida do meia peruano, o São Paulo teve mais sete chances claras de gol e não conseguiu abrir o placar. Luis Araújo e Chavez perderam as melhores oportunidades.
Já o time argentino só levou perigo quando aproveitou os erros individuais do sistema defensivo do São Paulo quando tentou sair com a bola dominada e evitando chutões, equivocou-se com a pressão argentina.
No segundo tempo, o São Paulo entrou com um time completamente diferente, trocando os 10 jogadores – Buffarini saiu aos 11 minutos para entrada de Foguete. O time ficou escalado desta forma: Sidão, Junior Tavares, Lucão, Lugano, Foguete, Wellington, João Schmidt, Cícero, Wesley, Neilton e Gilberto.
A mudança tática veio junto com as alterações e o time compôs uma espécie de 4-2-3-1. Desta forma passou a atuar atrás da linha da bola, esperando o time adversário e tentando sair rápido para o contra-ataque.
O estilo de jogo não funcionou como o esperado e Ceni não ficou parado um minuto sequer passando instruções a todo instante ao time em campo. O River dominou a posse de bola, porém, não conseguiu criar grandes chances de gol.
João Schmidt perdeu boa chance ao chegar de surpresa na área adversária, e de cabeça livre na marca na pequena área, jogar por cima do gol. Já o River, que fez modificações e colocou jogadores velozes pelas pontas, mandou uma bola na trave no último lance da partida após falha de Lucão que fura a bola na primeira trave e desarma o sistema defensivo.
Estrela de Sidão
O jogo foi para as penalidades e o destaque da partida, o goleiro Sidão, recém contratado e muito especulado como goleiro titular no lugar de Denis, pega a primeira cobrança dos argentinos. Wesley, jogador muito criticado pela torcida na última temporada, desperdiça a oportunidade mandando a bola rasteira para fora pelo lado esquerdo.
À partir daí o que se viu foi uma sequência de pênaltis bem batidos pelas duas equipes, até que Sidão apareceu novamente com muito estrela. Matias Moya, jovem da base do River, cobrou fraco e Sidão agarrou a bola e não largou mais. São Paulo na final do torneio norte-americano.
- Eu esperava começar como titular, mas Deus tinha algo melhor para mim – disse o estreante goleiro após o final da partida.
Destaques
Os destaques individuais ficam para:
Sidão:
o goleiro fez três boas defesas durante o segundo tempo e defendeu dois pênaltis que garantiram o Tricolor na final do torneio.
Wellington Nem: que na primeira etapa desequilibrou, buscou as jogadas individuais e criou boas oportunidades.
Rodrigo Caio: o jogador é o diferencial para que o sistema defensivo funcione com a saída de bola que o Rogério Ceni deseja. O zagueiro atuou mais avançado e compôs uma linha de três zagueiros quando foi preciso.
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