Até por isso o time vai levar muito a sério o Paulistão, ao contrário do que fazem outros grandes, que têm na Libertadores seu principal desafio.
A avaliação interna é de que o Palmeiras, com mais cacife e apoio de parceiros e patrocinadores, contratou mais e melhor e terá o melhor elenco entre os paulistas na temporada. Já o Santos, que manteve a base e o técnico, Dorival Júnior, é visto como segunda força. O São Paulo seria a terceira e o Corinthians, a quarta.
Os dois primeiros, porém, entre o Estadual e a Libertadores vão priorizar a segunda, enquanto Tricolor e corinthians não conseguiram vaga na competição sul-americana e vão dar o máximo para ganhar o Paulista.
A esperança no trabalho de Rogério Ceni é grande, mas a direção espera que a torcida tenha paciência com o novo treinador e acha que, por seu histórico no clube, terá.
Copa do Brasil e Brasileirão, além da própria Sul-Americana, que o São Paulo já ganhou uma vez, não são considerados obrigação, por isso a expectativa de que o time se empenhe bem no Paulista e erga o troféu ao final do torneio.
Em relação aos outros três a expectativa não é de título, mas de fazer um bom papel e, aí sim, garantir uma vaga para a Libertadores no ano que vem.
Mas, para que isso aconteça, o São Paulo tem que resolver problemas internos, rachas políticos, divisões, enfim, e acertar a gestão, que nos anos 80 e boa parte dos 90 foi paradigma, mas há um tempo deixou de ser. Tanto que o marketing nos últimos anos esteve bem abaixo do que se esperava dele e na parte financeira nem se fale. Houve uma série de dificuldades, inclusive atraso no pagamento de salários, algo que também acontece pelos lados do corinthians, e que não ajuda ninguém.