Com a saída de Cunha, São Paulo só terá novo executivo de futebol depois da eleição

Marco Aurélio volta à CBF, e Leco vai esperar pleito para contratar, sob determinação do novo estatuto, um profissional para a área; advogado executa tarefa na prática

Fonte Globo Esporte
Apresentação de Sidão foi um dos últimos atos de Marco Aurélio Cunha no clube (Foto: Marcelo Prado)
A última quarta-feira foi o último dia de Marco Aurélio Cunha como diretor executivo de futebol do São Paulo, que deverá ficar com a função vaga até a segunda quinzena de abril, período em que será realizada a eleição presidencial, em data ainda não estipulada.
Cunha foi contratado para o lugar de Gustavo Vieira de Oliveira, que deixou o clube em setembro do ano passado. Com uma licença da CBF, onde trabalha como coordenador do futebol feminino, aceitou a proposta com a alegação de que precisaria ajudar o Tricolor, na época ameaçado de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

– Estou indo embora hoje. Fiz o que precisava fazer, as coisas estão organizadas e acredito que temos tudo para ter um ano bom. Voltarei se precisarem de mim, estarei sempre à disposição para ajudar o São Paulo – disse Marco Aurélio na Flórida, onde o time faz pré-temporada.
Na CBF, o dirigente tem estabilidade a longo prazo, algo que o Tricolor não pode oferecer neste momento, justamente por conta da eleição. O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva será candidato à reeleição, já que assumiu no pleito realizado em outubro do ano passado, após a renúncia de Carlos Miguel Aidar, por denúncias de corrupção no mandato. Roberto Natel, que era vice de Leco, também tem a pretensão de concorrer, mas renega a oposição.
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O novo estatuto, aprovado por conselheiros e sócios do São Paulo no fim de 2016, exige do próximo presidente a contratação de executivos. O futebol certamente terá um. Esse cargo ganhou "status" nos clubes, alguns com salários generosos. Alexandre Mattos, por exemplo, é a estrela do Palmeiras campeão brasileiro. Rodrigo Caetano faz sucesso no Rio de Janeiro, e está à frente do futebol do Flamengo, terceiro colocado no ano passado.
Leco será candidato à reeleição em abril no São Paulo; novo executivo, só depois do pleito (Foto: Marcos Ribolli)
Desde setembro, quem exerce o cargo na prática é Alexandre Pássaro, advogado do clube. Tanto que o São Paulo fez um novo contrato para ele, oficializando tarefas que ele vinha executando além de seus serviços jurídicos. Foi ele quem negociou, por exemplo, o empréstimo de Wellington Nem, uma contratação comemorada pela qualidade do jogador, que assinou por um ano, e pelo fato de o clube não ter pagado nada ao Shakhtar Donetsk.
Mas Pássaro não é nem será executivo de futebol. Continuará auxiliando o futebol, mas sem abrir mão da área jurídica. Em abril, o presidente eleito terá a missão de contratar alguém para essa vaga estratégica, de planejamento de grupo, negociações, análises, interações com a comissão técnica comandada por Rogério Ceni, entre outras tarefas.
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