Nesta terça-feira (10), Armelino Donizete Quagliato completa 52 anos de idade. O nome não é muito familiar para grande parte das pessoas, mas quando falamos de Zetti, como ficou conhecido no futebol, os torcedores logo reconhecem o ex-jogador.
Nascido na cidade de Porto Feliz, no interior de São Paulo, no dia 10 de janeiro de 1965, Zetti destacava-se no esporte, mas à princípio no vôlei. Decidiu se tornar goleiro por conta do irmão mais velho, que também desempenhava essa função. No E.C. Lar de Jesus, seu primeiro clube, foi campeão invicto do campeonato municipal de Sobral, ficando seis partidas sem sofrer gols.
O goleiro foi para o Infantil do Capivariano, pouco tempo depois para o Guarani e, em 1983 chegou ao Palmeiras, onde passou por altos e baixos. Foi emprestado duas vezes, para o Toledo e o Londrina, ambos do Paraná, pela falta de oportunidades no Palestra. Na volta ao Verdão, ganhou mais chances e chegou a ficar 13 jogos, 1.238 minutos, sem ser vazado.
Titular na equipe, Zetti quebrou a perna em uma dividida com Bebeto e ficou oito meses afastado do futebol. Quando se recuperou, Velloso já ocupava sua vaga, e o goleiro então resolveu comprar seu próprio passe para deixar o clube. Teve uma passagem rápida pela Europa e depois acertou com o São Paulo.
No Morumbi, Zetti viveu seu melhor momento na carreira. Titular absoluto no time de Telê Santana, conquistou muitos títulos, entre eles o Campeonato Brasileiro (91), Bicampeonato Paulista (91 e 92), Bicampeonato Mundial (92 e 93) e a Taça Libertadores da América (92 e 93). Além disso, o arqueiro foi convocado para a Copa do Mundo de 1994, quando foi reserva de Taffarel.
Em 1996, com Rogério Ceni ganhando cada vez mais espaço, o goleiro se transferiu para o Santos, onde atuou por quase três anos, antes de jogar ainda por Fluminense, União Barbarense e Sport. Em 2001, aposentou-se e virou treinador. Como técnico, dirigiu o sub-20 do São Paulo, o Paulista de Jundiaí, Fortaleza, Paraná e Juventude.