Nos anos de 2014 e 2015, o São Paulo acumulou déficits de R$ 180 milhões. Com isso, houve um inchaço da dívida que atingiu R$ 359 milhões no final do ano passado. A partir daí, o clube passou a usar dinheiro novo de Libertadores, luvas de tv e jogadores para pagar dívidas.
No total, o clube teve uma receita de R$ 380 milhões ao final de 2016. Desse valor, R$ 105 milhões foram obtidos com a negociação de jogadores, quatro vezes mais do que o inicial. Negociações como de Ganso e Allan Kardec fizeram a diferença. Uma renda líquida de R$ 22 milhões na Libertadores completou o quadro.
''Esse é o principal conceito (aumentar receita e reduzir despesa). Se queremos fazer uma gestão para melhorar o clube, não tem como ter déficits como os de 2014 e 2015. Conseguimos ter um superávit esse ano e vamos prever um déficit de R$ 4 milhões para 2017?, contou Adilson.
''É uma ideia que mantenha a mesma linha. Até para termos cuidado e ninguém se acomodar e achar que estamos resgatados. Nós previmos R$ 10 milhões de déficit esse ano e fechamos com superávit.''
Ainda assim, no final do ano, a atual diretoria tentou aprovar um novo contrato de televisão com a Globo pelo Brasileiro para receber luvas antecipadas. O Conselho Deliberativo rejeitou alegando que comprometeria o futuro. Os dirigentes, então, tiveram de adotar outra solução para pagar as contas de 2016.
''O objetivo era pagar dívidas antecipadas. Então, fizemos uma solução com mix. Fizemos um novo empréstimo e ao mesmo tempo jogamos uma parte da dívida para depois'', contou Adilson.
Segundo ele, em 2016, a dívida bancária ficou em R$ 145 milhões. Ou seja, inferior aos R$ 170 milhões do final de 2015, mas acima do meio do ano, justamente pelo novo empréstimo. Adilson estimou que o clube economizou R$ 20 milhões de pagamento em juros.