- Sempre falo com Marco (Aurélio Cunha), com Alexandre (Pássaro), que é o advogado do clube, sempre estou em contato, porque é um clube que me deu muito, onde me senti muito feliz, com que me sinto muito identificado, com o clube e com as pessoas. Sei que se falou muito que eu também estive em contato, como te disse, com Marco e o advogado. Obviamente você sempre tem gana de jogar onde te tratam bem, e no São Paulo isso aconteceu. A verdade é que deixei as portas abertas para no futuro voltar. Pode acontecer (agora), pode acontecer qualquer coisa. Hoje estou no West Ham tratando de conquistar meu espaço. Quando você chega a um clube pensa que terá oportunidades, tive algumas que não aproveitei. Mas faz muito tempo que não jogo, por isso pensamos em voltar onde nos tratam bem. E no São Paulo me trataram da melhor forma - relatou Calleri, logo após a goleada por 5 a 0 sofrida por seu clube no torneio europeu.
Na última quinta-feira, as partes voltaram a conversar e o retorno foi muito mais positivo para o Tricolor. Advogado do São Paulo, Alexandre Pássaro falou com Guillermo Calleri, pai e representante do atacante, para saber se havia possibilidade de ele voltar e atuar durante toda a temporada 2017 no Tricolor. Guillermo respondeu que sim. Foi a primeira vez que a resposta dos argentinos chegou a tal ponto.
No São Paulo, o atacante chegaria nos braços da torcida e para ser titular. Nos seis meses que passou no Morumbi, Jony deixou a melhor das impressões. Terminou o ano como artilheiro do time, com 16 gols em 31 jogos, e foi o artilheiro máximo da Libertadores, com nove gols. Além disso, deu diversas demonstrações de carinho ao clube. Situação totalmente inversa à que vive na Inglaterra.
Desde que chegou ao West Ham, o atacante disputou apenas oito partidas, três como titular. Não tem sido sequer relacionado para o banco de reservas. Está infeliz porque, aos 22 anos, tem em mente que o melhor para sua carreira no momento seria jogar.
O principal obstáculo são os investidores que pagaram cerca de R$ 40 milhões para tirá-lo do Boca Juniors (ARG) no fim do ano passado. O grupo não é simpático à ideia do retorno porque acredita que o jogador ficará desvalorizado para o mercado. Mas Calleri está com outro pensamento.