Com nove gols, Lucas Gaúcho liderou o São Paulo rumo à conquista da mais importante competição de base do Brasil e ficou nacionalmente conhecido, mas não conseguiu decolar tanto quanto Casemiro (Real Madrid) e Lucas (Paris Saint-Germain), seus companheiros de time em Cotia.
“[A Copa São Paulo] só me rendeu mais mídia. Nenhum jogador subiu depois da Copinha. Passaram quatro ou cinco meses para que fôssemos chamados para o profissional. Até hoje, não sei muito bem como as coisas funcionam no SPFC.”
Promovido para a equipe principal ao longo de 2010, assim como Casemiro e Lucas, o centroavante não teve tantas chances de mostrar seu futebol quanto os antigos parceiros. Foram apenas cinco partidas com a camisa do São Paulo, com dois gols.
Os números não são ruins, o que ajuda a atender as dúvidas de Lucas Gaúcho em relação aos critérios de aproveitamento do clube que o formou. Outra mágoa que ficou daqueles tempos foi o rótulo de baladeiro e jogador de temperamento difícil que recebeu.
“As pessoas falam muito. Como todo jogador novo, tive uma fase em que gostava de sair. Mas ninguém teve paciência para explicar se o que eu fazia era certo. Dentro de campo, eu dei resultado. Mas, o dentro de campo não importou muito”, lamenta.
Fora dos planos do São Paulo, Lucas Gaúcho iniciou uma peregrinação por times menores: São Bernardo, Portuguesa, Luverdense, Espanyol B e São José até que, em 2013, foi tentar a sorte na Tailândia.
Na sequência vieram o Vietnã, a vice-artilharia da liga nacional do Omã e os jogos de fase preliminar da Champions pelo Zalgiris, da Lituânia. Em julho, ele se transferiu para o Thespakusatsu Gunma, da segunda divisão japonesa.
“Sou o homem que sou hoje por conta das coisas que vivi como atleta. Deus proporciona coisas que às vezes não entendemos, mas é sempre para o nosso bem. Sou muito grato pelo que vivi até agora no futebol e também como ser humano”, conclui.