Inimigos desde o ano passado, quando estourou polêmica política no São Paulo que culminou com a renúncia do então presidente, Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro voltaram a se encontrar. Desta vez, na 1ª Vara Criminal do Foro Regional II, em Santo Amaro. E o ex-mandatário levou a melhor.
Os dois se encontraram em audiência realizada no último dia 23 de novembro, em audiência realizada por causa de ação penal aberta por Aidar contra Ataíde por crimes de calúnia, injúria e difamação. E a juíza Ana Lúcia Siqueira de Figueiredo deu ganho de causa ao ex-presidente, que terá direito a receber R$ 5 mil até o mês que vem.
A sentença é pública e já foi publicada há um mês pelo site do Tribunal de Justiça. Estiveram presentes na audiência, além de Aidar, Ataíde e da juíza Ana Lúcia, também o representante do Ministério Público, Renato Davanso, a advogada Daniela Truffi, representante do ex-vice, e também a advogada Giovanna Gazola, pelo lado do ex-presidente.
A queixa-crime aberta por Aidar contra Ataíde foi divulgada pela ESPN em maio. Na ação, o ex-cartola diz que "passou a ser injustamente ofendido publicamente pelo ex-vice, após este ter sido demitido do cargo pelo próprio Carlos Miguel, em 5 de outubro de 2015, por tê-lo agredido naquela data em uma reunião da diretoria do São Paulo".
Para o ex-presidente, Ataíde "criou mentiras" a seu respeito, que "atingiram duramente sua honra e imagem pública", fazendo com que tivesse que renunciar da presidência do clube para "preservar a sua família".
"As imputações ofensivas a Carlos Miguel Aidar não refletem a realidade (...) e consistem em uma busca desenfreada de Ataíde em prejudicá-lo, dilapidando a sua reputação e dignidade construídas ao longo da sua vida pública".
O ex-presidente do São Paulo anexa os e-mails enviados por Ataíde ao Conselho Deliberativo do time tricolor e também à imprensa, onde o ex-vice imputa "diversas ofensas a Carlos Miguel", além de "conter inúmeras inverdades e xingamentos".
Assim, Aidar pediu à Justiça que Gil Guerreiro respondesse criminalmente pelos crimes que cometeu. No entanto, ficou mesmo acertado que o ex-vice terá apenas que pagar a indenização de R$ 5 mil proposta.
Atualmente, nenhum dos dois está mais no clube tricolor. Após os incidentes do ano passado, ambos foram expulsos do Conselho Deliberativo.