No Campeonato Brasileiro de 2016, o meio-campista foi um dos destaques da campanha irregular do Flu, que terminou na 13ª colocação, com 50 pontos ganhos, fora da zona de Libertadores e quase fora também da Sul-Americana.
Apesar de atuar mais atrás dos atacantes, Cícero acabou o torneio nacional como artilheiro da equipe tricolor carioca, com nove gols. Curiosamente, todos eles foram marcados de dentro da área, segundo números disponibilizados pelo site especializado em estatísticas Footstats.
Dos nove tentos, apenas um foi marcado de pênalti e cinco deles saíram a partir de outro atributo que o consagrou durante a carreira: o cabeceio. Para se ter uma ideia, ele foi o atleta que mais gols de cabeça marcou em todo o Brasileirão, ao lado de William Thiego, da Chapecoense.
Dentro do elenco do Fluminense, Cícero ainda se destacou pelo número de finalizações. Ele acabou na segunda posição no quesito, com 62 no total - esteve abaixo apenas de Gustavo Scarpa, que terminou com 111. Dessas, 27 foram direcionadas ao gol adversário, ou seja, 43,5%.
O meio-campista também se mostrou bastante apurado nos passes. Prova disso são seus números: 1.642 passes certos, maior que qualquer outro jogador tricolor no Brasileirão - atrás dele vem o zagueiro Henrique, com 1.339.
Na questão de assistências, por exemplo, não foram muitas, mas ele também ocupa posição de destaque: está em quarto no elenco, com duas, atrás de Gustavo Scarpa, Magno Alves e Wellington Silva.
Mas não foi só no ataque que Cícero mostrou estar bem neste ano. Na defesa, ele também se destacou e carimbou de vez sua marca de polivalente. Ele terminou o Brasileiro de 2016 com 33 desarmes certos, perdendo apenas para jogadores com funções muito mais defensivas no Flu, como o próprio Wellington Silva, Douglas e Pierre.
Revelado pelo Bahia em 2004, o meia se transferiu para o Figueirense dois anos depois, onde fez grande temporada e abriu as portas para sua primeira passagem pelo Fluminense. Passou por Hertha Berlin e Wolfsbug, ambos da Alemanha, antes de chegar ao São Paulo, em 2011. Por fim, ficou por duas temporadas entre 2013 e 2014 no Santos, onde também teve grande destaque, mas saiu por conta de divergências salariais.