Se os profissionais decepcionaram, a base do São Paulo deu show em 2016

Fonte Gazeta Esportiva
O São Paulo passou o quarto ano seguido sem conquistar um título com sua equipe principal e ainda brigou contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro desse ano. Mas, se os famosos e bem remunerados profissionais decepcionaram em 2016, as jovens promessas das categorias de base do clube compensaram e se tornaram no grande motivo de orgulho e alegria para dirigentes e torcedores nessa temporada.
Ao todo, foram 12 títulos conquistados. O Sub-20 foi quem mais se destacou. Foi campeão Paulista, da Copa do Brasil, da Copa Libertadores, da Copa Ouro e fechou o ano levantando o troféu da Copa RS. Os dois últimos, com um elenco mesclado com jogadores de categorias inferiores, o que valoriza ainda mais os títulos.

“Estamos buscando padronizar os trabalhos, apesar de idades diferentes, a meta é fazerem todos jogarem o mesmo estilo de jogo. É nisso que acreditamos e buscamos, a alta competitividade e jogadores técnicos. Estamos tendo mérito de conseguir. Apesar de pegar garotos de três categorias diferentes, com três técnicos diferentes durante o ano, todos entendiam o estilo de jogo que eu pedia. Estamos no caminho certo em Cotia e a tendência é melhorar”, explicou o técnico Rafael Paiva, que é responsável pelo Sub-16 do Tricolor, mas comandou o time Sub-20 nos últimos jogos.
E não para por ai. No Sub-17, o São Paulo conseguiu o título da Taça Belo Horizonte, do Campeonato Paulista e da Copa Ouro, esse com garotos do sub-16, que também venceram a Salvador Cup. O time infantil foi campeão da Copa Brasil Sub-15, enquanto o Sub-13 venceu duas competições internacionais: A Peace Cup e a Gothia Cup.
Diante dessa fartura de promessas, os dirigentes do São Paulo garantem que não vão perder a oportunidade de apostar nas revelações de Cotia. Um exemplo disso é que o clube decidiu que vai buscar espaço para todos seus atletas da geração nascida em 1996, a mais promissora dos últimos anos. Esse grupo não pode mais atuar nas categorias de base a partir de 2017, mas todos terão chance de mostrar serviço entre os profissionais, seja no próprio São Paulo ou em outra equipe, por meio de empréstimo.
O plano de aproveitar mais a base está vinculado à necessidade em função da crise financeira, mas também por um novo planejamento ideológico e de aproveitamento dos jovens da sede de Cotia. Rogério Ceni sabe e é a favor dessa política. Até por isso, o novo técnico do Tricolor acompanhou alguns jogos dos times de baixo in loco.
Entre os destaques mais visados da base são-paulina estão o lateral Foguete e o zagueiro Júlio, além daqueles que já conquistaram até vaga entre os titulares do time de cima, como Luiz Araújo, Pedro, Auro e Lucão. Fora isso, existem os atletas que se destacam no Su-20, mas são ainda mais novos. Casos do goleiro Lucas Perri, que é de 1998, do meia Shaylon, de 1997, e do zagueiro Militão, também nascido em 1998.
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