Recuperado de duas cirurgias em 2016, o meia Lucas Fernandes espera ter mais oportunidades no São Paulo e se firmar de vez na equipe profissional em 2017, que terá como treinador o ídolo do clube, Rogério Ceni. Já se ambientando ao elenco do Tricolor, o novo comandante conversou com os jogadores no CT da Barra Funda, e o jovem de 19 anos, ao Esporte Interativo, contou como foi o primeiro contato.
“Tivemos uma primeira conversa, ele (Ceni) foi no CT e conversou com todos os jogadores, perguntou da minha situação, como eu estava, se tinha me recuperado bem, e eu disse para ele poderia contar comigo, que eu poderia participar da pré-temporada (nos Estados Unidos), que eu estava pronto para ir. Foi um contato mais para nos conhecermos e para ele saber da minha situação”.
Um dos atletas mais novos do plantel, Lucas Fernandes tem idade inferior ao tempo de casa de Rogério Ceni no Tricolor. Ao saber da notícia de que seria comandado pelo ex-goleiro, a joia são-paulina revelou que se sentiu realizando um sonho.
“Quando fiquei sabendo que ele seria o técnico, bom, o que dizer, né? Via pela TV, assistia os jogos dele. Não tive a oportunidade de jogar junto, mas agora é um sonho que eu estou realizando de poder trabalhar com ele. É um cara muito experiente, tem muito a acrescentar pra gente que é jovem, então temos que saber aproveitar e sugar tudo de bom que ele tem para passar”.
Na equipe principal, Lucas anotou o primeiro gol em uma cobrança de falta (diante do Botafogo, pela primeira rodada do Brasileirão deste ano), especialidade do novo treinador quando era goleiro. Apesar de ser um bom batedor, o garoto não vai se privar de pedir conselhos a Rogério.
“Ah, é bom, né? Importante. Não tem um cara melhor para pedir opinião e aprender sobre falta, aliás, sobre tudo na verdade. É um cara muito culto, acho que vale a pena abaixar a cabeça, ouvir o que ele tem a dizer e acrescentar pra gente”.
Por fim, Lucas Fernandes, descontraído, falou sobre o gosto musical de Ceni, não muito comum entre os boleiros. Perguntado se os jogadores gostariam de escutar rock antes dos jogos, o meia foi sincero.
“Olha, (se vão gostar) eu não sei não (risos). Mas aí tem que respeitar, ele é o ‘homi’, né. Se ele colocar lá, a gente vai ter que ouvir”.