Contratado no começo de 2015, o meia-atacante Centurión nunca chegou a se firmar no São Paulo e, no meio deste ano, foi emprestado ao Boca Juniors-ARG, caminho inverso do que foi feito pelo seu compatriota Andrés Chávez, que rumou dos Xeneizes para o Tricolor, também por empréstimo. E a troca, até o momento, tem sido proveitosa para ambos os lados.
Apesar de ter passado por problemas de comportamento e ter sido advertido, Ricardo Centurión é bem avaliado pela comissão do Boca Juniors. Segundo apurou a reportagem do Esporte Interativo, a cúpula técnica do clube argentino, inclusive, estuda a hipótese de envolvê-lo em uma troca definitiva por Chávez, mesmo Ricky, como é conhecido, estando no banco de reservas atualmente.
Entretanto, pelo lado do Tricolor, a troca simples é vista como pouco provável, muito por conta dos valores de compra de cada atleta. Centurión, ao São Paulo, custou cerca de seis milhões de dólares, enquanto a quantia a ser paga por Andrés Chávez é estimada em três milhões e meio de dólares. O diretor de futebol do clube do Morumbi, Marco Aurélio Cunha, avaliou a primeira temporada do camisa 9 são-paulino e comentou a respeito de um possível negócio.
“Se o jogador está bem, sempre faz parte (pensar na renovação). Ele (Chávez) é um jogador muito voluntarioso, um cara que ajudou. Depende muito dos valores, ainda é cedo para falar… Não sei responder (se a troca interessaria ao São Paulo). O valor do Centurión é maior do que do Chávez, o valor envolvido (na compra) do Centurión é bem maior do que o Chávez poderia custar. O Centurión é bem novo (tem 23 anos), o Chávez já não é tão novo (25 anos). Tem uma diferença de valores com vantagem para nós”, disse o dirigente, que avaliou como ‘regular para bom’ o desempenho do centroavante no Tricolor.
Pelo São Paulo, em um ano e meio, Centurión alternou alguns bons momentos e muita instabilidade. Em um ano e meio, foi titular absoluto somente no início de 2016 e, ao todo, marcou oito gols em 80 jogos. Pelo Boca Juniors, Ricky, em 13 partidas, balançou as redes três vezes, a última em cima do arquirrival River Plate-ARG, no último final de semana.
Já Andrés Chávez tem média de quase meio gol por duelo com a camisa tricolor: em 23 jogos, foram 10 tentos, nove deles no Brasileirão, tendo sido o artilheiro do São Paulo no torneio, enquanto que no Boca, em 62 confrontos, estufou a rede em 17 oportunidades.