Análise do jogo do São Paulo contra o Palmeiras. Confira!

Fonte Globo Esporte
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
O torcedor do São Paulo está preocupado. Jogo após jogo, a equipe não há sinal de recuperação. E a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro está se aproximando. Hoje, a distância é de apenas dois pontos. E, com os jogos desta quinta-feira, a distância poderá diminuir ainda mais.
O pior é que o torcedor do São Paulo tenta encontrar motivos para se animar e não consegue. No clássico contra o Palmeiras, que terminou com a vitória do rival por 2 a 1, não faltou luta, característica que foi recuperada com a passagem de Edgardo Bauza pela equipe. Faltou futebol. Em 90 minutos, a equipe criou apenas uma chance real de gol, que foi convertida pelo argentino Chavez – o rival teve sete, e finalizou bem mais (15 a 7). No mais, o goleiro Jailson foi um mero espectador do Choque-Rei.
Após nove dias de treinamentos no CT da Barra Funda, sendo quatro deles fechados, Ricardo Gomes apostou na equipe atuando no esquema 4-2-3-1. Sem poder contar com o peruano Cueva, sua principal peça de inspiração no meio-campo, a alternativa foi apostar no esquema com três volantes: Hudson, Thiago Mendes e João Schmidt, que ganhou mais liberdade para chegar ao ataque. Não funcionou.
Para piorar, a equipe perdeu Rodrigo Caio, machucado, ainda no primeiro tempo. Lyanco entrou, mas, no segundo tempo, falhou nos dois gols do adversário.

Campinho mostra como foi a escalação do São Paulo no início do clássico contra o Palmeiras (Foto: GloboEsporte.com)
No ataque, sem Michel Bastos, que está em péssima fase física e técnica, a aposta foi no garoto Luiz Araújo, cria das categorias de base de Cotia. O garoto praticamente não foi notado em campo. Para levar algum perigo ofensivo, a equipe dependeu exclusivamente dos dribles de Kelvin e da raça de Chavez que, mesmo limitado tecnicamente, era um leão e lutava praticamente sozinho contra os marcadores adversários.
Essa dupla conseguiu, no início do segundo tempo, fazer o São Paulo abrir o marcador, para surpresa dos quase 40 mil torcedores presentes na arena do Palmeiras.
Mas a equipe teve pouco tempo para curtir sua vantagem, já que Mina empatou de cabeça para os donos da casa, aos 10 minutos. E o Palmeiras se incendiou em campo. A virada era questão de tempo. E veio com Vitor Hugo, aos 25, novamente em jogada pelo alto.
O que fazer então? Ricardo Gomes olhou para o banco de reservas e resolveu apostar em Daniel, meia que até agora não justificou sua contratação. Tanto que nunca teve espaço com Edgardo Bauza e é pouquíssimo utilizado pelo atual técnico. Como de costume, nada acrescentou ao time. Até o apito final de Sandro Meira Ricci, o São Paulo não criou absolutamente nada. E amargou mais uma derrota.
A situação está cada vez mais complicada. A equipe agora terá duas decisões pela frente, contra Figueirense e Cruzeiro, equipes que também lutam na parte de baixo da tabela. Ambas as partidas serão no Morumbi. Se a equipe não vencer, o pânico tomará conta de todos. E a reação ficará ainda mais complicada.
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