“A princípio, gostaria de jogar assim. Essa é a ideia”, adiantou Bauza, que também falou sobre possíveis variações no esquema. “Talvez a gente comece assim e depois passe para o 4-4-2. Se há algo que me agradam nas minhas equipes é que tenham dois ou três sistemas”, acrescentou.
Assim, a escalação inicial da Argentina contará com um sistema ofensivo com um único homem de referência – “hoje, sem Higuaín, é Pratto”, crava o Olé – e três outros jogadores em uma linha atrás, responsáveis pela criação. Neste setor, a grande surpresa deve ser a presença de Paulo Dybala ao lado de Messi e Di María. Segundo Patón, o meia-atacante da Juventus “tem muita verticalidade. Além disso, apesar de seu físico, é muito consistente”.
A proposta de jogo não é novidade para quem acompanhou a passagem de Bauza pelo São Paulo. No clube do Morumbi, o treinador optava por escalar Jonathan Calleri como principal referência ofensiva, seguido por uma linha de três jogadores de criação – na maioria das vezes, o trio era formado por Kelvin, Ganso e Michel Bastos.
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Além disso, Patón antecipou outra questão em relação ao time titular. Mascherano vai jogar em qual função? “Onde ele mais rendeu foi no meio. Já deu provas que pode atuar em ambos os lugares (meio e defesa), mas para que jogue atrás, inclusive como líbero, é preciso mais tempo de trabalho”, disse o treinador, descartando improvisar o jogador na defesa, como muitas vezes é feito pelo técnico Luis Enrique, no Barcelona.
Decisão semelhante foi tomada Bauza quando assumiu o São Paulo. Rodrigo Caio também alternava entre o meio-campo de zaga. Com o técnico argentino, fixou-se como zagueiro.
A estreia de Bauza à frente da seleção argentina acontecerá nesta quinta-feira (1º de setembro), contra o Uruguai. Caso comece com o pé direito, Patón pode colocar a Albiceleste na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018.
Confira o sistema que será implantado por Bauza na seleção argentina:
