Maior torcida organizada do São Paulo, a Independente publicou um texto no Facebook dando a versão dela para o protesto ocorrido na manhã do último sábado, quando o centro de treinamento tricolor foi invadido, três jogadores agredidos e objetos roubados.
"Chegamos ao CCT concentrados, encontramos o publico que já estava no portão, Dragões da Real, torcedores comuns e sócios-torcedores, que iriam ver o treino na data de hoje [sábado]. Pra quem não sabe, nem nós sabíamos, torcedores tinham acesso ao treino. A pressão foi imediata, mas o acesso foi sem confronto", escreveu em nota.
"Não tivemos resistência em nossa entrada. Deparemos com seguranças do São Paulo e policiais militares, na entrada do portão", acrescentou.
A nota publicada pela Independente recrima as agressões aos jogadores Michel Bastos, Wesley e Carlinhos, além do furto a dez camisas e 14 bolas que estavam no campo de treino.
"Soubemos de relatos de agressão e furto, mas cobramos junto das autoridades, as providências. Monitoramento existe, peguem os culpados. A Torcida Independente foi protestar, somente isso", escreveu a organizada na nota.
"Conversamos com jogadores do time (nossas lideranças) e exigimos empenho, raça, compromisso e muito respeito com a camisa tricolor".
"Saímos, assim como entramos, sem nenhum problema com a Polícia Militar ou com a segurança do clube. Concentração final ocorreu do lado de fora, onde distribuímos manifesto, ficamos com nossas faixas e bandeiras", afirmou sobre o final do protesto.
Na nota, a Independente ainda escreveu que o protesto contra a diretoria prosseguirá, mas garante que apoiará o time diante do Coritiba, neste domingo, no Morumbi.
O documento é assinado pela diretoria da organizada.
O PROTESTO
Mais de uma centena de torcedores do São Paulo invadiu o centro de treinamento da equipe tricolor, na manhã de sábado, durante protesto pela má fase do time, que venceu dois dos últimos dez jogos. Jogadores foram agredidos e objetos furtados.
Os policiais e os seguranças não conseguiram conter os torcedores, que passaram pelos portões do CT e se dirigiram aos campos. Alguns carregavam uma faixa contra o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, com a mensagem "Fora Leco".
Durante a invasão os jogadores estavam treinando em um dos campos e, por isso, foram surpreendidos pela quantidade de torcedores. O clima ficou bastante tenso.
Com gritos, xingamentos e rojões, os invasores intimidaram os jogadores. Agrediram verbalmente todos, especialmente o trio Michel Bastos, Carlinhos e Wesley - os mais cobrados e criticados pelo grupo. Eles ainda foram agredidos.
Segundo o São Paulo, dez camisas e 14 bolas foram furtadas do CT. A Polícia Militar informou ter detido um torcedor por ter furtado uma bola.
Algumas horas após o protesto, o presidente do São Paulo classificou o protesto como um ato político. Chamou os invasores de criminosos, disse que o clube buscará justiça, mas minimizou a intensidade das agressões a Michel Bastos, Wesley e Carlinhos.
Organizada do São Paulo diz que treino era aberto aos torcedores e que não invadiu o CT
Fonte ESPN
28 de Agosto de 2016
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