Marco Aurélio Cunha se mostra indignado com situação do São Paulo
Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O ex-diretor de futebol do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, se mostra indignado com o atual momento que vive o São Paulo, que foi derrotado pelo Juventude por 2 a 1, no Morumbi, na estreia das oitavas de final da Copa do Brasil.
O ex-diretor de futebol do Tricolor cobrou um líder de atitude para o time sair dessa situação. “Às vezes a gente tem líderes silenciosos no elenco, pessoas que falam pouco como o Mineiro, por exemplo e era um líder por atitude”, disse ele em entrevista exclusiva ao Jogo Aberto, da Band.
“Não queremos ninguém falando muito, mas que tenha atitude que é entrar em campo e representar, superar”, desabafou.
Com a má fase, torcida promete fazer protesto neste sábado no CT da Barra Funda. E o gerente de futebol, Pintado promete reação imediata no São Paulo.
Cunha destacou que no elenco têm jogadores que podem assumir essa função de liderança. “Maicon tem um perfil, o Lugano faz isso mesmo não jogando, tem o Dênis. Não se pode fazer confusão com liderança. Não adianta ter cinco líderes e não ter nenhum. Futebol é coletivo, são 18 jogadores. Tem que haver harmonia”.
Bauza e Osorio
Marco Aurélio alfinetou os treinadores estrangeiros Edgardo Bauza e Juan Carlos Osorio por largarem o clube durante a temporada.
“Nós tivemos duas vezes treinadores de fora, que foram bem contratados, mas tiveram ambições além do São Paulo e isso quebra uma hipótese de organização, contratações, do sistema tático”.
Cunha defende uma comissão técnica permanente no clube “Em uma comissão permanente foi muito melhor com Muricy, Paulo Autuori “, destacou.
Ele defendeu o trabalho do atual treinador Ricardo Gomes. “O Ricardo sabe montar uma equipe consistente. Na passagem dele não fomos campeões por questões extra-campo e perdemos a Libertadores por um gol contra o Inter. Foi uma campanha de resultados muito boa. Eu espero que ele possa repetir para não estragar o que aconteceu com o Paulo Autuori”, lembrou.
Presidência
Marco Aurélio Cunha não descarta se tornar presidente do São Paulo no futuro, apesar de admitir que tem outras prioridades atualmente. “Essas coisas acontecem. Eu já quis, mas hoje não faço nenhuma questão (ser presidente). Com toda a sinceridade eu quero é ver meu clube bem, meu time jogando bem. Pra mim tanto faz ser o maior mandatário ou ser um colaborador secundário. Eu não tenho mais essa ambição ou vaidade. Não podemos medir uma conta particular que é coletiva”, destacou.
Cunha cobra um líder de atitude no São Paulo
Ex-diretor de futebol cita o ex-volante Mineiro, que foi campeão da Libertadores e Mundial
Fonte Band
26 de Agosto de 2016
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