"Ninguém precisa ser amigo", diz Wesley, sobre elenco do São Paulo

Volante tricolor fala sobre mudança de comportamento dos jogadores na Libertadores e da relação com a torcida são-paulina, após protestos no início da temporada

Fonte SporTV
Após classificação na Libertadores, jogadores do São Paulo aplaudem torcida no Horto (Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net)
Após a classificação heroica do São Paulo para a semifinal da Copa Libertadores, eliminando o Atlético-MG no Horto, chamou atenção a química entre jogadores e torcida, principalmente, levando-se em consideração o histórico recente de protestos dos torcedores desde o final do ano passado. De "descompromissados" a idolatrados no aeroporto após vaga garantida, os atletas tricolores mostraram entrega e união nos últimos jogos na competição continental. Para o volante Wesley, é importante que todos possam ter seu trabalho reconhecido dentro campo, porém, afirma que "ninguém precisa ser amigo" para que o resultado possa aparecer .
- A gente fica feliz. Acho que é o reconhecimento de todos. A gente trabalha para caramba, sabemos da cobrança que temos, por estarmos em uma equipe grande e com história. Mas o mais bacana, pelo menos no meu ponto de vista, é que ninguém precisa ficar conversando com todo mundo, ninguém precisa ser amigo. Mas aqui está sendo de uma forma excepcional. A gente fica feliz porque, aqui, está todo mundo puxando para o mesmo lado, uma união imensa e acho que isso tem feito toda a diferença. Quem está jogando, quem está no banco, acho que está todo mundo apoiando e isso está sendo o diferencial da nossa equipe - disse Wesley.
No início do ano, com pouco tempo de trabalho do técnico Edgardo Bauza no comando do São Paulo, os jogadores sofreram com os protestos dos torcedores, principalmente, após a derrota para o The Strongest, da Bolívia, pela Libertadores. Segundo Wesley, foi justamente contra a equipe boliviana, no jogo da volta, que os atletas tricolores se uniram mais e pavimentaram o caminho para a ascensão na competição.
- Foi natural (união entre jogadores), porque não tem como acontecer uma situação dessas se não for natural. Acho que o ponto determinante foi no jogo que fizemos na Bolívia (contra o Strongest). Depois dali, vimos que estava todo mundo puxando para o mesmo lado, em busca de um único objetivo. Não que não existia antes, mas ficou reforçado nesse momento. A gente fica muito feliz, alegre, nosso dia a dia fica bem melhor assim e a gente só tem a ganhar com isso. Todo mundo está de parabéns em relação a isso e ao futebol apresentado - concluiu.
Com as semifinais da Copa Libertadores contra o Atlético Nacional, da Colômbia, marcadas apenas para o início de julho, após a Copa América Centenário, o São Paulo volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. No próximo domingo, no Morumbi, o time recebe o Internacional, pela segunda rodada da competição. Na estreia, o time venceu o Botafogo por 1 a 0, em Volta Redonda.
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