Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Os relatos sobre como o vestiário do São Paulo transformou-se desde a derrota para o São Bernardo, no Pacaembu, indicam séries de conversas na sala da diretoria. Dos trinta jogadores, quinze passaram por conversas francas sobre o que julgavam importante para mudar o comportamento do time. Michel Bastos foi um deles, mas por motivos diferentes. “Nós o pegamos muito no colo'', diz uma pessoa ligada ao trabalho do dia a dia no Centro de Treinamento da Barra Funda.
Pegar no colo é uma metáfora para indicar como a direção entendia ser necessário recuperar o jogador perseguido pela torcida depois do episódio da greve de silêncio após a derrota para o Strongest, na estreia da Libertadores. Parte da torcida parecia ver um antagonismo nas lideranças. Se Michel Bastos estava contra a torcida, então a torcida estava contra Michel Bastos.
E começaram os cartazes com o nome “Migué'', que só afundaram ainda mais o desempenho de Michel e do time.
A reação do São Paulo passa por uma postura completamente diferente da equipe. Em síntese, virou um time que triangula e abre o jogo pelos dois lados do campo, que se organiza defensivamente e sofre poucos gols, que castiga o adversário com desarmes em todos os setores do campo.
E que vence rivais fortes, como o Atlético, batido por 1 x 0 no Morumbi.,
Evidentemente, o São Paulo ainda não está pronto e a partida do Independência, semana que vem, poderá representar até mesmo fim da campanha na Libertadores. O resultado é idêntico ao das quartas-de-final contra o Fluminense, que guarda frustração para uma legião de são-paulinos por causa do gol de Washington no último minuto nos 3 x 1 do Flu, no Maracanã.
A diferença é que aquele São Paulo era sempre favorito, naquele tempo. E este passa por um processo de reconstrução.
O Atlético está vivo, mas precisa de uma correção importante. A bola precisa parar mais no meio-de-campo, ser menos lançada por longos metros. O Independência vai jogar como o Morumbi jogou nesta quarta-feira.
Mas para vencer em casa, o Atlético precisa saber o que está acontecendo no São Paulo, rival muito mais difícil do que seria quarenta dias atrás.
De perseguido a idolatrado, Michel Bastos muda a história na Libertadores
Fonte Blog do PVC
12 de Maio de 2016
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