Desde 2013, ano em que São Paulo e Atlético-MG se enfrentaram pelas oitavas de final da Copa Bridgestone Libertadores, os clubes mudaram várias peças de seus elencos e, neste ano, paulistas e mineiros voltam a se enfrentar com várias alterações, que para Eugênio Leal, comentarista dos canais FOX Sports, favoreceram o São Paulo.
“Há três anos, o São Paulo estava em uma fase mais decadente e o Galo contava com Ronaldinho Gaúcho e Bernard em excelente fase. No entanto, isso mudou um pouco e as principais peças do Galo, principalmente o Robinho, não tem atuado como os jogadores de 2013, algo que dá mais confiança ao São Paulo”, afirmou.
Há três anos, o Galo fazia uma campanha histórica na Libertadores e conquistava seu primeiro título do torneio sul-americano. No duelo entre os brasileiros, o time de Minas Gerais entrou com melhor campanha na fase de grupos e confirmou o favoritismo, vencendo os dois jogos das oitavas de final por 2 a 1, no Morumbi, e 4 a 1, no estádio Independência.
Do lado mineiro, ocorreram oito mudanças na equipe titular, além da alteração no comando técnico. Pelo Tricolor, as alternâncias foram mais radicais: ao todo, dez atletas deixaram o time titular e um o banco de reservas.

Em 2013, o São Paulo contava com Rogério Ceni, que deu lugar a Denis, no gol. O sistema defensivo tinha Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Bruno Cortez, que foram substituídos por Bruno, Rodrigo Caio, Maicon e Matheus Reis. Do meio para frente atuavam Wellington, Denílson, Jadson, Ganso e Luis Fabiano. Desses, apenas o maestro do meio-campo permaneceu no time titular. Os outros foram trocados por Hudson, Thiago Mendes, Kelvin, Michel Bastos e Calleri. Além disso, o argentino Edgardo Bauza entrou no lugar de Ney Franco.

O Galo, por sua vez, teve menos mudanças. Na parte de trás, os mineiros jogavam com Victor, Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César. Dos cinco, Réver e Júnior César foram trocados por Erazo e Douglas Santos. A intermediária contava com Pierre, Josué e Ronaldinho Gaúcho, que deram lugar a Rafael Carioca, Leandro Donizete e Júnior Urso. O ataque tinha Bernard, Diego Tardelli e Jô, substituídos por Dátolo, Robinho e Lucas Pratto. No banco de reservas, Diego Aguirre substituiu Cuca.
Para Eugênio, o centroavante Lucas Pratto e o meia Paulo Henrique Ganso têm sido os diferenciais de seus times. “O Pratto é o goleador do Galo e ainda por cima volta para marca e colabora com o elenco de Diego Aguirre. O Ganso, por sua vez, é o grande jogador do Tricolor, quem enxerga os passes e coloca Calleri na cara do gol”, disse.