Duelo de artilheiros e opostos na defesa: Estrangeiros são protagonistas em duelo Tricolor x Galo

No ataque, Calleri e Pratto são principais armas para para balançar as redes, enquanto no setor defensivo, Lugano não corresponde às expectativas e Erazo surge como peça-chave para o Galo

Fonte Fox Sports
Artilheiro da Copa Bridgestone Libertadores, com oito gols marcados, Calleri confrontará Lucas Pratto, principal arma ofensiva do Galo, no Morumbi (Getty Images)
Se a Copa Bridgestone Libertadores coloca frente a frente os principais times das Américas, nada mais justo que analisar o confronto entre São Paulo e Atlético-MG, que você acompanha ao vivo no FOX Sports e FOXPlay.com a partir das 21h desta quarta-feira (11 de maio), pelo lado dos estrangeiros que atuam nas equipes. Enquanto o Tricolor Paulista conta com a experiência de Diego Lugano e o faro de gol de Jonathan Calleri, o Galo tem a seu favor a raça de Lucas Pratto e a eficiência de Frickson Erazo, além do duelo fora de campo entre Edgardo Bauza e Diego Aguirre.
Para Mauro Beting, comentarista do FOX Sports, ambas as equipes possuem bons nomes de fora do Brasil, mas o Atlético conta com uma leve vantagem quando o assunto são os estrangeiros em geral. "Acho que os (estrangeiros) do Galo estão um pouco à frente que os do Tricolor neste momento", analisou.
Individualmente, porém, os nomes podem ser comparados. "No comando de ataque, o artilheiro da Libertadores, Calleri, e Pratto, que tem sido uma das grandes figuras do futebol brasileiro desde que chegou a Belo Horizonte são os principais atrativos", apontou Mauro. E são exatamente os dois atacantes os principais responsáveis pela empolgação da torcida.
Calleri já marcou 12 gols em 22 jogos disputados com a camisa do São Paulo e segue como goleador máximo da Libertadores - com oito tentos -, além de já ter caído nas graças da torcida. Já Pratto, que balançou as redes dez vezes na temporada - quatro na competição continental -, também é a principal arma ofensiva do Galo, superando até mesmo a presença de Robinho no elenco.
Contusões e incertezas
No Morumbi, Wilder Guisao é apenas um figurante, tendo atuado em apenas uma partida sob o comando de Bauza. Já Centurión, por outro lado, é apontado como o "queridinho do treinador". Desde que desembarcou em São Paulo, Patón apostou no camisa 12 para ser seu homem de confiança, mas acabou não dando certo. Sem aproveitar as oportunidades, o atacante argentino viu Kelvin entrar e dar boa resposta, garantindo a posição de titular e conquistando a torcida.
Mesmo assim, Centurión ainda foi um dos destaques do Tricolor no duelo de ida contra o Toluca (MEX), pelas oitavas de final. Além de marcar dois gols na goleada por 4 a 0 no Morumbi, o jogador saiu de campo aplaudido. Na partida seguinte, porém, acabou expulso após cuspir em um adversário mexicano.
Juan Cazares, por sua vez, também inspira dúvidas na Cidade do Galo. Depois de encantar Aguirre e a comissão técnica, o meia equatoriano foi titular em todas as 11 partidas que disputou, esbanjando técnica e surgindo como xodó da massa atleticana. Mas o encanto durou pouco. A partir do confronto contra o Melgar (PER), pela última rodada da fase de grupos, o jogador perdeu espaço e acabou nem sendo relacionado para a final do Campeonato Mineiro, diante do América-MG.
Já Jesus Dátolo é outro nome que aparece cada vez menos entre a torcida do Atlético. Com problemas musculares e seguidas lesões, o meia argentino participou de apenas dez partidas em 2016, e é desfalque certo para o duelo desta quarta, no Morumbi.
Momentos opostos na defesa
Contratado para ser o capitão e substituir Rogério Ceni, Lugano não correspondeu às expectativas dentro de campo e viu Maicon e Rodrigo Caio se firmarem como a dupla titular na zaga. Com apenas nove partidas disputadas, o uruguaio segue fora de combate e não deve voltar a figurar entre os 11 de Bauza contra o Atlético.
Ainda na defesa, Eugenio Mena fez o caminho contrário do camisa 5. Com as constantes lesões de Carlinhos, e sem um substituto para brigar pela posição, o lateral-esquerdo chileno é titular absoluto no São Paulo, tendo participado de 20 das 26 partidas do clube na atual temporada.
Pelo Galo, Erazo surge como uma das peças-chave da equipe de Aguirre. Desde que chegou, com o objetivo de repor a saída de Jemerson, vendido ao Monaco, participou dos 90 minutos em todos os 14 jogos que disputou, sem dar espaço aos reservas.
Estrangeiros também no comando
Além dos jogadores, os treinadores também fazem um confronto nada brasileiro. De um lado, o bicampeão da Copa Libertadores com LDU (EQU) e San Lorenzo (ARG), Bauza tenta voltar a figurar entre os melhores das Américas. Logo em sua primeira temporada, coloca o São Paulo novamente nas quartas de final, fase que o clube não alcançava desde 2010.
Já Aguirre tenta um título inédito para seu currículo. Depois de chegar à final do torneio continental com o Peñarol (URU), em 2011, quando acabou perdendo para o Santos, e de levar o Internacional às semifinais, em 2015, o uruguaio é a aposta do Galo para tentar o bi da Libertadores nesta temporada.
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