Kelvin fez o gol de empate do São Paulo contra o Linense (Foto: Estadão Conteúdo)
Com risco de não se classificar para as segundas fases do Campeonato Paulista, onde ocupa a segunda posição do Grupo C, e da Libertadores, terceiro colocado do Grupo 1, o São Paulo vive uma pressão dentro e fora de campo por bons resultados. Em entrevista ao "Seleção SporTV", Kelvin, que fez o gol de empate do Tricolor diante do Linense, no último minuto, na última quarta-feira, acredita que esse momento ruim uma hora vai passar quando os resultados começarem a aparecer e enalteceu a postura do grupo de jogadores.
- São fases que tem no futebol que uma hora passa. Quando passar tudo se ajeita. Isso que está acontecendo com o São Paulo e com o Palmeiras é uma fase. São grandes clubes e quando a bola começar a entrar acaba essa fase ruim. (...) A gente procura fazer a nossa parte. Não estamos conseguindo vencer os jogos, que é o mais importante, mas ontem somamos mais um ponto que foi importante e é melhor do que perder. Mas vamos passar por isso. Nossa atitude no grupo já é outra e isso aos poucos está acabando - afirmou o jogador.
Kelvin também saiu em defesa de Michel Bastos, um dos principais alvos da torcida. Após o companheiro perder um pênalti contra o Linense, a especulação sobre sua saída começa a ganhar mais força. Para o atacante, o ex-jogador da seleção brasileira está apenas vivendo um período ruim na carreira, mas tem confiança, caso ele permaneça, que dará a volta por cima.
- Não tem nada decidido ainda (sobre saída do clube). Michel é um dos líderes do nosso grupo, um jogador experiente e, como ele disse ontem (quarta-feira), nunca passou por isso na carreira. São 15 anos em grandes clubes e é lógico que ele está insatisfeito. Acho que ninguém ficaria satisfeito com essa situação, mas ele tem total apoio da nossa equipe, nós conversamos muito e acho que também é uma fase dele. Se tivesse feito o gol de pênalti tudo teria acabado e já estava tudo certo, só que infelizmente não aconteceu. Se continuar vai ser o grande jogador que ele é e vai ajudar a gente - disse.
Acostumado ao futebol europeu, onde atuou por quatro anos, Kelvin ainda não se adaptou a realidade do Brasil, onde certas torcidas organizadas, em momentos de crises, invadem CTs para cobrar os atletas. Para ele, isso não traz nenhum benefício para o clube e fez uma crítica.
- Na Europa é difícil isso acontecer não tem essa pressão, torcedor não vai ao clube. Mas no Brasil a pressão é maior. No São Paulo está grande. O torcedor tem o direito de cobrar, mas de ir em CT fica mais chato, o jogador não se sente à vontade. Todo mundo entra para fazer o melhor e às vezes não dá. Torcedor tem o direito de cobrar, mas extrapola um pouco - analisou.
Kelvin defende Michel Bastos e crê em volta por cima: "Vai ajudar a gente"
Atacante do São Paulo acredita em recuperação do time e faz críticas à pressão exagerada da torcida: "Torcedor tem o direito de cobrar, mas extrapola um pouco"
Fonte SporTV
31 de Março de 2016
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