Jogo empatado, necessidade de vitória e um pênalti a favor. A situação seria boa, não fosse a penalidade a favor do São Paulo.
Nos últimos dez pênaltis a favor da equipe do Morumbi, o time converteu apenas metade deles. E desses cinco que entraram, quatro saíram dos pés de Rogério Ceni, mostrando que a ausência do goleiro pesa não só na questão da liderança e do comando do grupo, mas também em aspectos mais específicos.
Na partida desta quarta (16), contra o Trujillanos (VEN), na Venezuela, Ganso teve a oportunidade de virar a partida para a equipe tricolor quando o jogo já estava empatado em 1 a 1.
Mas o meia, que vinha bem na partida, decepcionou. Tentou uma batida de segurança no meio do gol, pegou muito embaixo da bola e acertou o travessão.
Foi o terceiro pênalti perdido pelo time em quatro chances neste ano. O único a converter foi Michel Bastos, na partida contra o Novorizontino, pela sexta rodada do Paulista.
Desde quando Ceni deixou os gramados, após a lesão no tornozelo contra o Santos na Copa do Brasil, em outubro do ano passado, o São Paulo teve cinco pênaltis, e Michel foi o único a acertar uma cobrança.
Rogério Ceni festeja ao marcar gol de pênalti sobre o Grêmio, em Porto Alegre, pelo Brasileiro de 2015Além do de Ganso, nesta quarta (16), Kardec perdeu um contra o Corinthians no Brasileiro do ano passado, Michel perdeu outro contra o César Vallejo na primeira fase da Libertadores deste ano, e Calleri errou a cobrança na derrota para o São Bernardo na oitava rodada do Paulista.
Antes disso, Ceni havia batido quatro pênaltis e convertido todos, contra Santos, Grêmio, Figueirense e Ceará. Na oportunidade anterior, o jovem atacante Jonathan Cafu havia errado cobrança contra a Portuguesa, no Paulista do ano passado.
Outra decepção tricolor nos penais foi na Libertadores no ano passado. Contra o Cruzeiro, pelas oitavas de final, a decisão foi para os pênaltis. O São Paulo bateu seis, perdeu três e foi eliminado. Novamente, Ceni fez sua parte e converteu o seu.