Depois de dissecar Cerro Porteño e San Lorenzo, adversários de Corinthians e Grêmio, na última quarta-feira, o DataESPN agora preparou uma análise dos adversários de São Paulo e Atlético-MG, que enfrentam River Plate e Colo Colo, respectivamente, na noite desta quinta-feira.
Enquanto o time paulista terá uma equipe de grande intensidade pela frente, o alvinegro mineiro terá de medir forças com um Colo Colo bem organizado, que aposta na velocidade pelos lados e, principalmente, na organização e qualidade técnica da sua dupla de volantes.
River Plate: a equipe de um comportamento que falta ao São Paulo
Quando a bola rolar no Monumental de Nuñez, Edgardo o técnico Bauza verá do outro lado uma equipe com características que espera muito deste seu São Paulo: muita intensidade e pressão na bola.
Marcelo Gallardo tem em mãos um elenco de muita imposição física, principalmente no meio de campo. Apesar da qualidade técnica de alguns jogadores, o que mais chama a atenção é o comportamento competitivo que existe nos atletas. Trata-se de uma equipe que reage muito rápido (e bem) à perda da bola. O ritmo imposto em seu momento defensivo é muito alto, inclusive na saída de bola dos adversários. Dentro de casa é bem provável que o River tente sufocar o São Paulo desde os primeiros minutos.
Durante esta temporada, o comandante dos Millonarios tem usado em grande parte das partidas o esquema 4-4-2, com duas linhas de quatro. Existe uma variação também para a mesma distribuição, mas com a formação de um losango no meio. Isso aconteceu no empate contra o Rosário Central e na derrota para o Godoy Cruz. Contra o Trujilianos, no entanto, apostou no 4-2-3-1. Neste caso, a possível entrada de D'Alessandro no time faria mais sentido nos dois últimos sistemas citados, já que neles há um meia que joga mais centralizado. No entanto, é bem provável que o meia ex-Inter ganhe alguns minutos saindo do banco de reservas apenas.
De uma maneira geral o River Plate é uma equipe de um sistema defensivo bastante sólido. As últimas três partidas, contra Boca, Independiente e Trujilianos, mostraram muito disso. Com uma linha defensiva de 4 bastante fechada, os adversários mostraram certa dificuldade em fazer infiltrações. No momento ofensivo a criação pela faixa central é quase nula. As jogadas mais perigosas acontecem sempre pelos lados, onde estão os meias. Por dentro, Ponzio agride muito a bola e Domingo, não menos brigador, tem uma qualidade maior no passe, sempre buscando uma bola mais vertical, principalmente no pivô do centroavante Alario.

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O lado esquerdo merece uma atenção maior. As subidas do ótimo lateral esquerdo Vangioni são perigosas. Principalmente pela dobradinha que faz com Pity Martinez ou Sebástian Driussi, dependendo de quem seja escalado por ali. Alario faz bem a retenção de bola e tem imposição física para disputar a bola aérea. E essa jogada de cruzamento fica ainda mais letal pelo fato de sempre existir muita gente preenchendo a área. Pelo menos três jogadores atacam a região nestes momentos. Do lado direito, Marcado é um lateral mais físico, que chega mais na base da força.
Também é bom ficar atento às bolas paradas ofensivas dos argentinos. Com bons batedores e, principalmente, atletas de boa estatura e imposição pelo alto, eles costumam tirar vantagens nestas situações.
Em resumo, não se trata de uma equipe espetacular tecnicamente. Também não é possível ver nada tão inovador no modelo de jogo de Gallardo. Mas o treinador conta com peças de qualidade e que, aliadas à intensidade de jogo que colocam em campo, se tornam muito fortes. O provável River que vai a campo é: Barovero; Mercado, Mammana, Vega e Vangioni; Fernández, Domingo, Ponzio e Martínez; Mora e Alario.
Volantes que "jogam" e criatividade pelos lados são as armas do Colo Colo
Depois de vencer Melgar e Independiente del Valle, o Galo agora terá um adversário mais complicado pela frente. Na vice-liderança do grupo 5, a equipe chilena, além da bola qualidade técnica de seu plantel, mostra grande organização em seu modelo de jogo. Os lados do campo e participação dos volantes na criação das jogadas são o ponto alto da equipe treinada por José Sierra, ex-Union Española.
Desde o início da temporada o esquema 4-2-3-1 tem sido usado sem grandes variações. Em seu momento ofensivo, trata-se de uma equipe com bons recursos técnicos. Concentra sua criação de jogadas muito pelos lados do campo. O lado esquerdo, com a dobradinha Beausejour (lateral) e Rodríguez (ou Delgado), ambos meias-atacantes, é sempre o mais acionado e perigoso. O meia centralizado é Váldes, que gosta de flutuar para os lados e tentar gerar superioridade numérica no setor.
Os dois meias abertos jogam com bastante amplitude ofensiva, buscando abrir as defesas adversárias. Quando a bola está sendo trabalhada pela esquerda, por exemplo, o extremo do lado oposto costuma fechar bem na diagonal e fazer companhia a Paredes, o centroavante mais fixo, dentro da área. Velozes, são estes caras dos lados que puxam as boas transições ofensivas da equipe.
A organização pelo centro acontece muito pelos pés da dupla de volantes Pavez e Baeza. Ambos tem boas qualidades para circular a bola e gostam de buscar passes mais verticais, que furam linhas. Enquanto o primeiro citado é um jogador mais posicional, sem grande mobilidade e que costuma dar uma sustentação defensiva maior aos zagueiros, o segundo busca um jogo mais dinâmico, se movendo muito para o apoio e se mostra mais participativo e técnico.
Sem a bola os caciques também mostram boa organização. Conseguem se compactar bem, principalmente pressionando o lado da bola, com uma boa flutuação das linhas. Esse tipo de ação faz com que a área de atuação do adversário fique menos e a pressão na bola maior. A linha defensiva não é muito sustentada. Os laterais, principalmente, gostam de sair para caçar e pressionar o portador da bola. Em alguns momentos é possível ver o avanço das linhas para pressionar a iniciação de jogadas dos rivais, com bastante coordenação, inclusive.
Dentro de casa, podendo assumir a liderança do grupo, é bem provável ver um Colo Colo bem agressivo nos primeiros minutos, tentando sufocar o Galo em seu campo. A provável escalação deve ser: Villar; Fierro, Zaldivia, Barroso e Beausejour; Baeza e Pavez; Tonso, Valdés e Rodríguez (ou Delgado); Paredes.