
No período de grandes conquistas 91/94 e 2005/2008 o cartola mais importante do futebol era o Diretor. No segundo ciclo citado, havia a figura do Superintendente, exercida com maestria por Marco Aurélio Cunha na época.
O cargo de Diretor de Futebol é a origem dos cargos atualmente ocupados por Ataíde Gil Guerreiro e Gustavo Vieira de Oliveira. No entanto, desde a criação do cargo de Vice-Presidente de Futebol, no segundo mandato de Juvenal Juvêncio, o posto de Diretor de Futebol vem perdendo espaço e força no dia a dia do CCT da Barra Funda.
Com a introdução do cargo de gerente remunerado, na gestão Aidar, o diretor se torna ainda mais imperceptível, e fica no ar uma dúvida; qual a sua importância/utilidade/necessidade nesse momento?
O posto de Diretor de Futebol já foi ocupado por grandes são paulinos; Kalef João Francisco, Fernando Casal de Rey, e os recentemente falecidos, Márcio Aranha e Juvenal Juvêncio, são alguns exemplos. O ex-Presidente, Juvenal Juvêncio, apesar de ter cometido muitas bobagens durante sua gestão, foi um grande diretor de futebol.
As conquistas, a montagem de grandes equipes, declarações fortes e polêmicas, contribuem para firmar na memória do torcedor a figura dos cartolas. Será que daqui a alguns anos nos lembraremos de Rubens Moreno?
Ultimamente o termo “Rainha da Inglaterra” tem sido muito usado para definir a figura do Presidente Leco; aquele que tem o título, mas não exerce ativamente seu poder. Numa analogia simples, podemos definir o atual diretor como o “Príncipe Harry”? Aquele que integra a realeza, aquele que acompanha as comitivas reais, aquele que está na linha reta da sucessão à coroa inglesa, entretanto, atrás de pai, irmão e até dos sobrinhos, aquele que não manda em nada, aquele que nunca tem nada a dizer sobre nada, e, se por ventura tiver, não expressa, aquele cuja presença é certeza absoluta em eventuais comemorações e aquele cuja ausência é ainda mais certa nos momentos ruins.

Infelizmente, é assim que podemos definir nosso atual Diretor de Futebol, uma figura desprezível, que sempre passa despercebida, cujo trabalho se resume a apresentar alguns jogadores, não com mais de uma ou duas palavras vazias. Como uma samambaia de canto de sala, poucas são as oportunidades em que o cartola é retratado no dia a dia do CCT.

As palavras podem parecer duras demais. Mas, não há como ser diferente. Não há como tratar de outra maneira, alguém que ocupa um cargo desde 09/2013 com tamanha omissão, descaso e relaxo. Sim, o atual diretor ocupa a posição desde a saída conturbada de Adalberto Batista, com uma breve saída e posterior retorno com a posse do Presidente Leco.
A intenção não é lhe ofender Sr. Rubens. Mas, apenas lhe perguntar onde esteve o Senhor após as últimas derrotas? Onde estava e porque se calou após os 6x1, 4x0, 3x0? Onde esteve após as eliminações para Cruzeiro, Santos (são várias), Bragantino, Ponte Preta entre outras? Por fim, para perguntar quem é o senhor e o que faz realmente de produtivo pelo São Paulo?
Enfim, aceite este texto como um convite, venha a público, mostre sua cara, pegue o microfone e diga-nos, quem é, o que pensa, o que fez, faz ou poderia fazer. Mas, se isso for lhe pedir muito, peça demissão e deixe outro fazer. Chega de omissão!