Lugano deu sua impressão sobre a volta por cima da seleção uruguaia (Foto: Reprodução SporTV)
Brasil e Uruguai se reencontram no próximo dia 25, no Recife, em duelo pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. Um clássico do futebol sul-americano que mexe também com um dos ídolos celestes: o zagueiro Lugano. O defensor do São Paulo tem muitas recordações do confronto, incluindo uma ruim: a semifinal da Copa das Confederações de 2013. No Mineirão, os pentacampeões venceram por 2 a 1, com gols de Paulinho, Fred e Cavani, além de um pênalti desperdiçado por Diego Forlán. No entanto, Lugano afirmou que os confrontos "sempre são lindos".
- Na verdade com o Brasil, a lembrança ruim que eu tenho é na Copa das Confederações, que a gente perdeu por 2 a 1 um jogo que a gente podia ter ganho perfeitamente e acabamos perdendo. Depois o Brasil foi campeão. Foi o jogo que o Diego Forlán perdeu um pênalti. Mas sempre são jogos lindos, porque têm muita história, porque o Brasil é um gigante - disse Lugano.
Sobre as eliminatórias para a Copa, Lugano não tem dúvidas: a disputa na América do Sul por vagas para o Mundial é a mais dura do mundo, e nem sempre as partidas envolvem só o futebol.
- Eliminatórias, e eu joguei três, é muito dura. E está também para o Brasil. Não faz muito tempo que escutei o Dunga fazer uma autocrítica dizendo que pela primeira vez na história o Brasil corre risco de não ir a uma Copa do Mundo, porque está muito equilibrado. Tem fatores climáticos, que fazem das eliminatórias sul-americanas a mais dura do mundo. Tem que ir a Quito, La Paz, Barranquilla com 50ºC. Cada jogo toma um tom nacionalista que vai além do futebol. Então nem sempre o melhor ganha – afirmou.
Sobre a volta do Uruguai ao protagonismo do futebol mundial, Lugano depositou a responsabilidade a um trabalho visando o longo prazo. O atual treinador, Óscar Tabárez, está no cargo desde 2006. De lá para cá, foi campeão da Copa América de 2011, chegou à semifinal da Copa do Mundo de 2010, além da Copa das Confederações de 2013.
- Sempre falo que quando o mundo coloca a nossa geração como responsável por essa volta por cima, sou muito analítico. Costumo dizer que o responsável foi o processo que, pela primeira vez, na história uruguaia respeitou além do resultado. Ou seja, o trabalho do Tabárez tem 10 anos. A gente perdeu, foi ruim. Mas esse trabalho de memória, de repetição, de conhecimento acabou dando resultado. Toda garotada que hoje joga no Uruguai começou jogando na sub-15, sub-17, sub-20. A gente teve um privilégio histórico, não sendo nem de perto a melhor geração do futebol uruguaio, reconheço, temos a sorte de ter o respaldo de um trabalho por trás que hoje é fundamental no futebol moderno - avaliou.
Lugano afirma que confrontos entre Brasil e Uruguai "sempre são lindos"
Zagueiro do São Paulo cita eliminação da Celeste para seleção brasileira na semifinal da Copa das Confederações ao eleger lembrança ruim que possui dessa rivalidade
Fonte SPORTV
8 de Março de 2016
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