*Por Ana Canhedo
Tricolor esquece ‘mandamento’ de organização feito por Bauza, se complica atrás com falhas de Lucão, e sofre com Ganso apagado e Centurión, mais uma vez, inofensivo
São Paulo deste domingo, contra o Corinthians, teve lampejos da equipe bem organizada e sólida de Edgardo Bauza nas primeiras partidas do ano. Principalmente quando Michel Bastos, bem aberto pela esquerda, apareceu para o jogo. O capitão são-paulino foi fundamental para ajudar a levar – ou arrastar – a equipe ao campo de ataque em Itaquera. Apenas lampejos: curtos, passageiros e inefetivos.
A desobediência do Tricolor se deu na defesa. Desde que chegou ao clube, Patón tem repetido que é preciso saber defender para um time se tornar vencedor e, mais tarde, campeão. No Majestoso, o São Paulo não soube se defender do Corinthians e levou um gol em cada tempo de jogo.
Lucão voltou a falhar e o Corinthians marcou em um lance bizarro, com dois passes errados na sequência do Tricolor. Eugenio Mena, que havia feito boas exibições em suas primeiras partidas com a camisa tricolor, foi mal também, principalmente na marcação e no toque de bola.
No fim, uma cobrança de escanteio foi suficiente para completar a derrota. Mais uma vez, era de Lucão a responsabilidade de marcar Yago, autor do segundo gol. Com ‘a perna pesada’ na linguagem do futebol, o garoto teve mais uma apresentação para esquecer. O São Paulo precisa de um zagueiro e Lucão precisa de um tempo longe dos holofotes e da pressão de ser titular do clube do Morumbi.
Paulo Henrique Ganso, que também havia feito boas partidas neste início da temporada, se mostrou irritado demais em vários lances e sumiu na boa marcação corintiana no meio-campo. Vale dizer que Bauza quer justamente seu camisa 10 assim, pilhado. O problema é que o armador tricolor não encontrou brechas em Itaquera e acabou apagado.
Com problemas defensivos e Ganso apagados, os problemas, por fim, chegaram ao ataque. Centurión, mas uma vez, foi inofensivo em nova atuação fraquíssima. A insistência de Bauza em mantê-lo no time titular é compreensível, afinal, o argentino já quis o atacante e compatriota em sua equipe anterior, o San Lorenzo (ARG). O elenco, porém, reserva a Patón mais opções e é preciso testá-las.
Quema passa (quase) ileso é Jonathan Calleri. Com o centroavante por si só em campo o Tricolor já passar a ser um time arisco. O camisa 12 trouxe ao São Paulo a catimba argentina e segura a bola no ataque ao melhor estilo pivô. Enquanto ‘Centu’ fica cada vez mais perto do banco são-paulino, Jony a cada jogo mostra o quão fundamental pode se tornar.
Para quarta-feira, estreia na fase de grupos da Copa Libertadores, contra o The Stronguest, da Bolívia, no estádio do Pacaembu, Edgardo Bauza já pode começar a pensar em usar Rogério no time titular e arranjar uma solução para Lucão. Insistir no garoto, pode prejudicá-lo ainda mais. E Ganso precisa voltar a desequilibrar…
São Paulo desobedece lições de Bauza e vai muito mal na defesa em clássico
por admin
Fonte LANCE!Net
15 de Fevereiro de 2016
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