Jornalista critica ousadia de torcidas violentas e lamenta impunidade

Jorge Luiz Rodrigues condena violência no jogo do São Paulo na Copinha e diz que pessoas proibidas de acessar estádios não são monitorados e até debocham do fato

Fonte SPORTV
Foto: Reprodução/SPORTV
Com apenas 17 dias corridos em 2016, o futebol brasileiro voltou a ver cenas de violência em um estádio de futebol. O lado curioso é que o episódio aconteceu em uma competição sub-20. No último domingo, torcedores do São Paulo, no duelo contra o Rondonópolis, em Mogi das Cruzes, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, atacaram policiais no estádio Nogueirão e levaram pânico ao local. O jornalista Jorge Luiz Rodrigues, chefe de reportagem do SporTV, criticou as autoridades pela leniência com os indivíduos que estão proibidos de frequentar estádio e, mesmo assim, tem acesso às arquibancadas. Rodrigues destacou que alguns até debocham do fato e tiram "selfies" debaixo da lista de impedidos.
- Você vê torcedor com pedaço de pau, negócio imenso, atacando policial. O policial com cassetete, bomba de gás, e ele partindo para dentro. Esse cara não vai ser identificado, não vai ser punido 21 anos depois daquele incidente terrível (Supercopa São Paulo de Futebol Júnior de 1995). Continua acontecendo. Como você vai levar seu filho ao estádio? As pessoas vão com medo. São 17 dias apenas no ano, e começamos da mesma maneira. Torcedores que são proibidos tirando “selfie” abaixo daquela placa com os nomes que estão proibidos - disse.
Rodrigues lembrou uma das piores brigas de torcida do futebol brasileiro que aconteceu em agosto de 1995, durante o duelo entre São Paulo e Palmeiras pela Supercopa São Paulo de Futebol Júnior. No estádio do Pacaembu, palmeirenses provocaram os tricolores após vitória do Verdão na prorrogação por 1 a 0. A confusão deixou 102 pessoas feridas e uma delas, de 16 anos, morreu.
O conflito do último domingo aconteceu no intervalo da partida, vencida pelo São Paulo por 4 a 0, o que garantiu ao Tricolor uma vaga nas quartas de final da Copinha. O excesso de pessoas, ligado ao pouco espaço, pode ser a explicação para o incidente. Como a entrada era de graça, houve um acúmulo de torcedores do lado de fora do estádio, o que despertou a confusão com policiais.
- Em um amistoso, ou na Copinha, o aparato policial não é o mesmo que em um jogo oficial. O aparato é reduzido. Eles ficam acuados. Quando você está acuado, muitas vezes perde a razão também. Vira terra de ninguém – disse o jornalista Carlos Eduardo Éboli, da Rádio CBN.
O estádio, que tem capacidade para 10 mil pessoas, teve parte de sua estrutura depredada. Pelo menos dois veículos policias foram depredados. Ninguém foi preso, segundo a PM. O São Paulo encara o Flamengo nas quartas de final da Copinha.
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