Ataíde se arrepende de não ter tirado Aidar mais cedo

Em entrevista, ainda chamou o ex-presidente de "desonesto" e disse que o cartola precisa de tratamento

Fonte Band
Ataíde Gil Guerreiro voltou a disparar contra Aidar (Foto: Carlos Cecconello/Folhapress)
O caso Ataíde Gil Guerreiro x Carlos Miguel Aidar ainda rende muito pano para manga. Depois de toda a confusão que ambos protagonizaram e a espera pela gravação de uma conversa que incriminaria Aidar, o episódio veio à tona e reacendeu a polêmica entre os cartolas.
Mais uma vez, Ataíde veio à público falar sobre o ex-presidente do São Paulo e mostrou estar arrependido de não ter divulgado o teor da conversa antes.
“A todo instante neste ano achei que havia alguma coisa errada nas negociações feitas pelo presidente. O problema era que eu não conseguia nada que o incriminasse, não tinha provas. Até porque quando existe uma negociação e um dos lados está se beneficiando, é porque o outro também está comprometido com esse beneficiamento. Foi daí que surgiu a ideia da gravação. Eu me arrependo de não ter feito isso antes”, disse ao portal “Globo Esporte”.
O cartola afirmou que a desconfiança começou quando percebeu que o São Paulo negociava sempre com os mesmos empresários e que as transferências não eram benéficas ao clube.
“Alguns indícios apontavam fuga do modelo da negociação ortodoxa, como deve acontecer. Tinha sempre pagamento de comissão elevada, e os empresários envolvidos eram sempre os mesmos. Nas primeiras negociações, achava apenas que ele (Aidar) era ruim comercialmente. Mas comecei a ficar desconfiado realmente quando houve essa quantidade de jogadores negociados. E eram atletas que davam muito pouco ao São Paulo, pois a porcentagem do clube era pequena. Cito como exemplo o Denilson e o Rafael Toloi. No caso do Souza, a porcentagem também não era grande”, explicou.
Um dos acontecimentos marcantes durante todos esses meses de polêmica é o de que houve trocas de socos em uma reunião do conselho, mas Ataíde negou o boato e ainda disse que Aidar precisa de tratamento.
“O que é agressão? É uma pergunta difícil. Se você achar que gritar, xingar é uma agressão, eu digo que sim, houve agressão. Mas não houve agressão física. Ele tem dito na imprensa um monte de coisas sem nexo, que queria me dar dinheiro para me ajudar financeiramente, não quero entrar em discussão. Carlos Miguel é fato superado. Não honrou o cargo, manchou a presidência. Acho que o Rogério Ceni está certo, ele está desequilibrado emocionalmente, precisa de ajuda, de um tratamento”.
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