As duas maiores referências do futebol mundial na atualidade não escapam do criterioso olhar analítico de Edgardo “Patón” Bauza. Recém-chegado ao comando do São Paulo, o argentino posiciona seu estilo como uma mescla dos europeus José Mourinho e Pep Guardiola, embora seu discurso diga o contrário.
“A respeito de Mourinho e Guardiola, são dois técnicos que venceram tudo. Seria muito desrespeito da minha parte analisá-los. Se a pergunta é sobre onde eu me encontro, estou no meio. Gosto do Guardiola e de sua tendência ao ataque, e as equipes do Mourinho são equilibradas”, ponderou.
No entanto, as outras declarações do treinador demonstram maior semelhança com o estilo do português, pautado pelo equilíbrio e pela solidez defensiva. Porém, Bauza rejeita o rótulo de profissional “de um esquema só”.
“Sou partidário do equilíbrio. Para ter equilíbrio, é preciso ter um time com obrigações. Obviamente que o São Paulo, por sua história, tem que tentar ganhar todas as partidas onde for. Vamos tentar isso. Não significa que vamos jogar todas para frente ou para trás. O que o futebol me mostrou é que é preciso defender e atacar com os 11. O São Paulo tem jogadores de uma grande técnica, e creio que vamos alcançar esse equilíbrio que nos tornará uma equipe competitiva”, prosseguiu, antes de explicar o que pretende com esta filosofia.
“Quando se fala de equilíbrio, se fala de tudo. O que quero é uma equipe que queira ser a melhor. Se não fizer nenhuma das duas coisas [defender e atacar bem], é muito difícil ganhar algo. É um compromisso que precisamos ter entre todos”, repetiu, aproveitando para diferenciar a sua filosofia da apresentada por Osorio.
Adepto do polêmico rodízio de atletas, o colombiano chegou ao São Paulo com métodos inovadores. Além de promover alta rotatividade no elenco, o ex-comandante mantinha canetas presas às suas meias e passava grande parte dos treinos e jogos anotando informações em um caderno. Em algumas ocasiões mais urgentes, chegou a entregar bilhetes para os jogadores durante as partidas. Nas entrevistas concedidas no Brasil, Osorio se esforçava para falar um “portunhol” em ritmo lento, facilitando a compreensão de todos – durante sua apresentação, Bauza não abriu mal do bom e velho espanhol.
“A metodologia de trabalho é diferente. Os times de Osorio são mais verticais, eu gosto mais de trabalhar a jogada. Ele tem um conceito de verticalidade. O que vamos tentar fazer é uma metodologia de trabalho em que os jogadores estejam rápidos e fisicamente bem. Vamos pensar no desenho tático com calma. Eu tenho a minha ideia dentro das possibilidades atuais. Não sou um técnico esquematizado, não tenho só um esquema. Se tenho jogadores para atuar de determinada maneira diferente, por que não?”, refletiu Bauza, prometendo uma conversa com o colombiano que hoje dirige a seleção do México.
“A opinião dele será de grande ajuda. Já falamos do time, dos jogadores, mas vou continuar falando para tratar de nutrir tudo o que puder, como também com outros treinadores. E estou falando com gente do clube, que está ligada em distintas áreas, para tratar de incrementar o conhecimento para que o caminho seja muito mais fácil”, concluiu.
Inspirado em Mourinho, Bauza quer time menos vertical que o de Osorio
Fonte Terra
26 de Dezembro de 2015
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