A beleza retratada pelas imagens do evento seja na televisão, ou ainda, nas imagens compartilhadas pelas redes sociais pelas privilegiadas testemunhas do evento são espetaculares, indescritíveis e não deixam dúvidas sobre o tema.

A bem-sucedida “manobra” arquitetada pelo ex-presidente da CBF, desafeto de nosso falecido ex-presidente, em conjunto com o dirigente do clube monocromático, que tentava de todas as maneiras conseguir viabilizar o projeto de seu próprio estádio, conseguiu que o Morumbi fosse descartado como sede da Copa do Mundo no Estado, para tanto, “vendeu” um discurso de que o Morumbi era um estádio velho, obsoleto e incapaz de acolher grandes eventos.
Infelizmente, a imprensa e parte da torcida acolheu essa inverdade, e passaram a diminuir a grandeza e importância desse magnífico estádio.
Como definiu Nelson Rodrigues, a “síndrome do cachorro vira-latas” recaiu sobre torcedores e até parte da diretoria, o ex-presidente renunciado, em seu curto mandato, cometeu à heresia de cogitar demolir nossa amada casa para reconstruí-la em outro local.
O intuito da coluna não é exaltar de maneira irresponsável o estádio e fechar os olhos para modificações pontuais e necessárias. Mas, ressaltar a necessidade do torcedor e diretoria em valorizar e promover nosso maior patrimônio de maneira mais adequada.

Não menosprezem o potencial e a capacidade do Morumbi!!!

Uma estrutura colossal, idealizada pelo arquiteto João Batista Vilanova Artigas. O Estádio começou a ser construído em 1952, sendo inaugurado parcialmente em 02 de Outubro de 1960, com o amistoso São Paulo 1 x 0 Sporting de Lisboa (POR), e inaugurado totalmente em 25 de Janeiro de 1970 (Aniversário da cidade de São Paulo), com o amistoso São Paulo 1 x 1 Porto (POR).

Foram 18 árduos anos para sua conclusão. Para justificar o emprego da palavra colossal, citarei alguns dados interessantes: o volume de concreto usado para construir o Estádio Cícero Pompeu de Toledo foi de 50 mil metros cúbicos. Essa quantidade daria para construir 90 prédios de 10 andares cada, com dois apartamentos de 150 metros por andar. O consumo de sacos de cimento (400 mil unidades) corresponde a 3200 caminhões de seis toneladas carregados. Ou, se colocados um ao lado do outro, estaria coberta a distância entre São Paulo e Belo Horizonte. A quantidade de ferro usada chegou a 06 mil toneladas. Se toda essa quantidade fosse soldada de ponta a ponta, na bitola 318, uma ponta ficaria em São Paulo e a outra em Lisboa, Portugal.

O estádio leva o nome do ex-presidente responsável pela aquisição do terreno e lançamento de seu marco inicial em 1951. Infelizmente, faleceu durante a obra e não conseguiu contemplar o sonho realizado.
A capacidade de público é de 67.052 (desde novembro de 2013), atrás apenas do Maracanã (78.838), porém, se mantém como o maior estádio particular do país.
Curiosamente, o maior público registrado no Morumbi ocorreu no dia 25 de agosto de 1985, onde cerca de 163.000 pessoas (mais precisamente 162.913 pessoas) se reuniram para um congresso internacional das Testemunhas de Jeová.
O maior público do Morumbi em um jogo de futebol foi registrado no dia 09 de outubro de 1977 onde 146.082 pessoas (138.032 pagantes) assistiram ao jogo entre Corinthians e Ponte Preta, uma das finais do Campeonato Paulista.
Em 16 de novembro de 1980, foi registrado o maior público num jogo do amado clube brasileiro, 122.209 pagantes, assistiram São Paulo 1 x 0 Santos pelo Campeonato Paulista.

Além de festejar as várias glórias tricolores, o Morumbi já sediou grandes momentos paulistanos, como jogos da Seleção Brasileira, a visita do Papa João Paulo II e shows de grandes artistas como Paul McCartney, U2, Queen, Madonna e Michael Jackson, recentemente recebeu o show do Pearl Jam, e brevemente receberá os Rolling Stones.
Atualmente, além de uma moderna instalação esportiva, o Morumbi é uma importante e lucrativa unidade de negócios do clube. Algumas das maiores empresas do país e do mundo possuem camarotes corporativos no estádio, que desde 2002 passou a abrigar também o Morumbi Concept Hall, espaço de compras e lazer situado no piso térreo.
Obviamente, como já mencionado, modificações são bem vindas, desde que essência e tradição sejam preservadas.
O ano de 2016 será um ano de recuperação, seja da confiança do torcedor com relação ao time e diretoria, visibilidade, credibilidade e creio que também o valor e prestígio de nossa grandiosa e bela casa.
O Morumbi é, sempre foi, e sempre será o grande estádio de São Paulo!!!
Por André Issa
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