Especial Ceni: Rogério é um caso raro de soberania no período em que foi titular

Dono da posição desde 1997, Rogério é um dos poucos jogadores a ser titular do mesmo clube por tanto tempo

Fonte IG
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Rogério Ceni foi uma unamimidade dentro do São Paulo em seus 25 anos de clube. Assumiu a titularidade definitiva em 1997 quando o seu antecessor Zetti foi vendido para o Santos. Foram 1237 partidas com 648 vitórias, 275 empates e 314 derrotas.
Neste período, o goleiro foi um caso raro no futebol mundial, pois apesar de ter dividido a meta de forma provisória com alguns jogadores (quando ia para a seleção, se contundia ou estava suspenso), Rogério foi o dono da meta da equipe por 19 anos. Entre os principais rivais e os principais clubes do Mundo, nenhum teve um dono tão longevo para sua meta no período.
Corinthians:
Quando Rogério assumiu a camisa um do São Paulo, o Corinthians tinha Ronaldo Giovanelli como seu titular. Após uma briga com o técnico Luxemburgo, deixou o time no início de 1998. Desde então, o clube teve 20 goleiros defendendo o clube, sendo que 13 deles tiveram alguma sequência, sendo que Dida (1999/2002), Felipe (2007/2010) e o atual titular Cássio (desde 2012) foram os que tiveram maior tempo de sequencia no clube.
Nomes como Nei, Doni, Júlio César, Silvio Luiz, Jhonny Herera e Fábio Costa também passaram pela meta alvinegra, conseguindo alguns resultados positivos, mas sem conseguir se firmar.
Palmeiras:
Em 1997 o Palmeiras ainda tinha Velosso como seu titular incontestável. Campeão do Brasileiro de 1994, o goleiro tinha o carinho da torcida. Porém, ao sofrer uma contusão abriu espaço para Marcos se tornar titular e ídolo a partir de 1999. Apesar de ser o dono da posição até 2011, o goleiro sofreu com muitas contusões e deu chance para que outros tomassem o espaço de titular sem conseguir se firmar. Sérgio e Diego Cavalieri foram os que mais receberam oportuinidades entre os anos em que Marcos foi titular. No total, na carreira de Rogério como camisa um do São Paulo, foram cerca de 11 jogadores que atuaram pelo equipe do Palmeiras. O atual titular é Fernando Prass, que aos poucos vai se firmando e, no seu terceiro ano como titular do time, conseguiu se tornar ídolo da torcida.
Além de Marcos, Sérgio, Velosso e Cavalieri, o clube teve Deola, Bruno, Alemão, Fábio, Aranha e Joilson, entre outros nomes, como titulares.
Santos:
O rival da baixada também sofreu para conseguir o titular absoluto da camisa um no período de atividade de Rogério Ceni. Em 1997 o titular ainda era Edinho, vice-campeão Brasileiro de 1995 e filho do Pelé, que logo perdeu posição para Zetti, que deixou o São Paulo e abriu espaço para Rogério, que foi o dono do gol santista até o fim de 1999. A partir de então, o Santos teve muitos nomes assumindo sua meta. O que mais vezes jogou foi Fábio Costa, que pertenceu ao clube entre 2000 e 2010, sendo titular entre 2002 e 2004, quando foi bicampeão brasileiro. Outro que conseguiu bons números foi Aranha, que foi titular entre 2010 e 2014, quando deixou a equipe em direção ao Palmeiras.
Júlio Sergio, Tapia, Henao, Nei, Doni, Rafael Cabral, Pitarelli e Roger foram alguns dos nomes que atuaram pelo peixe no período. No total, 21 atletas tiveram oportunidades nos últimos 19 anos.
Pelo Mundo:
Não foi só no Brasil que Rogério Ceni foi dono soberano de sua posição. Levando em conta os principais clubes do Mundo, nenhum deles teve um titular tão absoluto quanto o brasileiro foi para o São Paulo.
O Barcelona, que hoje faz revezamento entre o chileno Bravo e o alemão Ter-Stagen, teve 14 titulares desde 1997, sendo que o que mais atuou foi Victor Valdés, titular entre 2005 e 2014. Além dele, nomes como Vitor Baia, Pep Reina, Rustu, Rud Hesp, Dutruel e Jorquera tiveram oportunidades.
No Real Madrid a história foi diferente, sendo que Cassillas, titular absoluto entre 2000 e 2013, foi o que mais se aproximou de Rogério Ceni. Porém, no período cedeu espaço mais vezes para seus reservas, com destaque para Santiago Canizares, Diego Lopez e Dudek. Boldo Ilgner foi o último titular antes de Cassillas, atuando até o final de 1999 na equipe merengue.
O futebol italiano foi excessão a dança das cadeiras entre os goleiros.
O Milan foi o que menos teve titulares depois de 1997. Rossi, titular durante toda década de 90 ficou no clube até o fim da temporada de 1999/00, quando abriu espaço para Dida ser titular até o ano de 2010. Depois da saída do goleiro brasileiro, Abiatti, Kalac, Amelia e Diego Lopez tiveram oportunidades na equipe. A Juventus tem como soberano desde 2001 o goleiro Buffon, mas durante todo o período contou com 17 goleiros diferentes na sua meta, destacando-se nomes como Angelo Peruzzi, Van Der Sar, Fabian Carini, Abbiatti e os brasileiros Neto e Rubinho. Já a Internazionale teve 15 goleiros, sendo que Gianlucca Pagliuca, Francesco Toldo e Júlio César foram os grandes titulares da equipe que contou ainda com nomes como Peruzzi, Frey, Carini e o atual titular Handanovic.
O Manchester United também teve diversos goleiros desde 1997. Peter Schemeichel foi titular até o ano de 1999, deixando espaço para Mark Bosnich, que assumiu o posto até o ano de 2001. Depois o clube revezou diversos nomes de peso como Fabien Barthez, Tim Howard e Ricardo até que, em 2005, trouxe Edwin Van Der Sar, que foi titular até 2011, dando espaço para outros nomes como De Gea e Victor Valdes. No total, a equipe inglesa teve 17 nomes entre seus titulares.
Outra equipe que conseguiu uma regularidade em sua meta nos últimos 19 anos foi o Bayern de Munique. Até o ano de 2008 o dono da posição foi Oliver Kahn que, a exemplo de Rogério, só deixou o clube após se aposentar. Depois dele nomes como Butt e Reina tiveram chances até a chegada de Manuel Neuer em 2011, quando se tornou dono absoluto da posição.
São Paulo teve rotação
Apesar de contar com Rogério como seu titular absoluto, outros goleiros tiveram chance de defender o São Paulo por curtos períodos de tempo nos últimos 19 anos. Denis, Bosco, Roger, Renan Ribeiro, Leonardo, Alencar, Paulo Sérgio, Márcio, Matheus, Flávio e Fabiano atuaram pelo menos uma partida durante o reinado do titular.
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