Foto: Friedemann Vogel/Getty Images
Rogério Ceni teve a carreira que se pode chamar de ideal. Foi ídolo máximo de um clube do qual é o atleta com mais jogos e títulos, além de ser um dos 10 maiores artilheiros, conseguiu recordes nacionais e internacionais, além de ser eleito um dos jogadores mais queridos pelo torcedor brasileiro.
Porém, Rogério não poderá dizer que teve uma carreira perfeita. Apesar de todos os números, o goleiro encerra a carreira sem atingir algumas marcas que não diminuem em nada sua carreira, mas impedem que ele diga que conseguiu tudo.
Confira com o iG Esportes cinco objetivos que Rogério Ceni não conseguiu em sua carreira de 25 anos defendendo o São Paulo.
1) Copa do Brasil
Campeão Mundial, da Libertadores, do Brasileiro e do Paulistão, além de diversos títulos menores e de fazer parte do elenco pentacampeão da Copa do Mundo em 2002. Rogério Ceni conquistou as maiores honrarias que um jogador do futebol brasileiro pode conseguir. Porém, lhe faltou um título na vitoriosa carreira: a Copa do Brasil.
Desde que se tornou titular do São Paulo, Rogério disputou o torneio nacional em 11 oportunidades, com o melhor resultado o vice-campeonato de 2000, quando perdeu o título para o Cruzeiro no último lance do jogo. A última chance do goleiro levantar uma taça pelo clube aconteceu justamente na competição, quando já sem chances de título do Brasileiro, o time focou na disputa. O São Paulo acabou eliminado na semifinal para o Santos, em partida que Rogério saiu machucado no intervalo, sem voltar a campo de forma oficial e anunciando sua aposentadoria.
2) Seleção Brasileira
Apesar de ser um dos melhores goleiros de sua geração, Rogério não teve uma longa carreira na seleção brasileira. Foram apenas 17 jogos, em sua maioria amistosos. Foram cinco jogos para as eliminatórias da Copa de 2002, um pela Copa das Confederações de 1997 e um jogo de Copa do Mundo, em 2006. No retrospecto, Rogério possui 11 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Sofreu 14 gols.
Além disso, o goleiro artilheiro jamais marcou um gol pela seleção, sendo que teve duas oportunidades de fazê-lo, quando Leão e Parreira o autorizaram a cobrar faltas.
Mesmo assim, o goleiro conta com duas conquistas com a camisa da seleção. A Copa das Confederações de 1997 e a Copa do Mundo de 2002, ambas como reserva.
Muito da falta de continuidade do arqueiro na seleção se deve pelo episódio chamado de "Os carecas da seleção", durante a Copa das Confederações de 1997, quando Rogério se recusou a participar da brincadeira feita pelo elenco de raspar o cabelo e por isso foi tratado por Zagallo como um jogador que não era de grupo. Muitos afirmam que, caso não tivesse se recusado a participar, teria se mantido no grupo por muito tempo e se firmado.
3) Recordes
Rogério Ceni teve muitas marcas conquistadas ao longo dos seus 25 anos de carreira, mas não conseguiu atingir todos os feitos que poderia em sua história.
Com 25 anos de São Paulo, Rogério é superado em tempo de permanência em um mesmo clube para o italiano Francesco Totti que chegou a equipe da Roma em 1989, somando 26 temporadas como jogador da equipe da capital. Com contrato até o final da temporada 2015/16, Totti deverá se aposentar com um total de 27 temporadas consecutivas defendendo o mesmo time, deixando Rogério com uma honrosa segunda colocação.
Outro quesito que Rogério perde é no mais longevo jogador de todos os tempos. Ao se aposentar com praticamente 43 anos, Rogério fica atrás de diversos nomes no futebol mundial, sendo que o caso mais emblemático é do japonês Kazu Miura, que jogou no Santos na década de 80, e continua em atividade até hoje, com 48 anos de idade.
Com relação aos gols feitos, Rogério está atrás de Chilavert em duas marcas. O primeiro deles é de goleiro que mais gols marcou em uma mesma partida uma vez que Chilavert marcou três em partida do campeonato Argentino de 1999). Em 2005 Rogério teve a chance de igualar a marca, mas desperdiçou um pênalti na vitória de 4 a 0 sobre o Tigres do México na Libertadores em partida em que já havia marcado duas vezes. A outra marca é de gols por uma seleção nacional, uma vez que Rogério nunca marcou com a camisa do Brasil enquanto Chilavert marcou nove vezes pelo Paraguai.
4) Unanimidade
Rogério sempre foi definido como um goleiro amado pelos torcedores do São Paulo e odiado pelos rivais. Goleiro fez uma história de muita identificação com o clube em que jogou por 25 anos e isso sempre foi visto como um impeditívo para que ele tivesse admiração dos torcedores dos clubes rivais.
Além disso, pesa o fato dele não ter uma história pela seleção, o que impede que exista uma empatia de outros clubes. Marcos, ídolo do Palmeiras e titular da seleção brasileira na conquista da Copa do Mundo de 2002, é citado pelos críticos do goleiro do São Paulo como um exemplo de humildade e talento a ponto de conseguir agradar torcedores de outras equipes.
5) Vitória nas Arenas rivais
No final de sua carreira Rogério Ceni viu os dois principais rivais atuarem em Arenas modernas e de alto padrão, porém não teve muita sorte quando atuou na nova casa de seus adversários. Nas duas vezes que esteve no Allianz Parque e na única vez que visitou a Arena Corinthians, o arqueiro saiu derrotado. Contra o Palmeiras goleadas por 3 a 0 no Paulistão e por 4 a 0 no Brasileiro. Já contra o Corinthians, uma derrota por 2 a 0 na Libertadores 2015. Rogério passou em branco e não marcou gols nestes confrontos e, de quebra, tomando um gol de cobertura do meio-campo do jogador Robinho, do Palmeiras, na goleada por 3 a 0.
Especial Ceni: o que faltou para Rogério ter uma carreira perfeita?
Apesar de conseguir resultados e marcas expressivas, Rogério Ceni se aposenta sem conseguir tudo que poderia na carreira
Fonte IG
10 de Dezembro de 2015
Avalie esta notícia:
3
33
VEJA TAMBÉM
- VÍDEO: SÃO PAULO NEGOCIA COM 3 JOGADORES E QUER ANUNCIAR 2 DELES ATÉ O FIM DE SEMANA!- REFORÇO? Zagueiro do Sevilla é oferecido ao São Paulo e pode reforçar o setor
- MAIS DOIS REFORÇOS: São Paulo acelera por Newton e zagueiro
- REINVENÇÃO! A ascensão de Arboleda e sua reintegração no São Paulo
- REFORÇO? Zagueiro do Sevilla é oferecido ao São Paulo e pode reforçar o setor
URGENTE! Dorival Júnior é o novo técnico do São Paulo