A homenagem destinada a Rogério Ceni na cerimônia do Bola de Prata de 2015 já seria justa pela brilhante carreira que se encerra nesta semana. Porém, ela torna-se inquestionável ao levar em conta os números do goleiro na premiação dos melhores do Campeonato Brasileiro que ocorre desde 1970.
Homenageado, Rogério Ceni se despede do #boladeprata na condição de mito https://es.pn/1NBxCOu
Posted by Mundo ESPN on Segunda, 7 de dezembro de 2015
Se o apelido de mito é algo passional por parte do torcedor do São Paulo ao saudar o jogador que mais defendeu e mais venceu com a camisa tricolor, este se faz uma definição sóbria sobre ele quando o assunto é Bola de Prata.
O capitão levou para casa nada menos do que seis troféus (2000, 2003, 2004, 2006, 2007 e 2008) e foi o único jogador a que realizou tal feito na história. Zico, Júnior e Renato Gaúcho são os que mais se aproximam, tendo sido eleitos para a seleção ideal do Brasileirão em cinco oportunidades cada.
Além disso, Ceni conseguiu levar a Bola de Ouro de 2008, tornando-se o quinto goleiro a alcançar esta marca. Cejas, Valdir Peres, Roberto Costa (este duas vezes) e Taffarel foram os outros.
Se forem somadas as Bolas de Prata e de Ouro, apenas o arqueiro de 41 anos e Zico conseguiram sete troféus. O Galinho leva vantagem por ter faturado duas douradas.
Tricampeão brasileiro, duas vezes vencedor da Libertadores e duas do Mundial, Rogério Ceni, em 25 anos de São Paulo, virou um mito baseado em uma atribuição pautada em critérios puramente emocionais e parciais de qualquer torcedor. Porém, mesmo na Bola de Prata, uma fria, criteriosa e extensa avaliação, ele adquiriu tal status de forma absoluta.