Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, segue na busca de paz política no São Paulo (Fe Reis/Foto Arena)
Mesmo após a chegada de um novo presidente, o São Paulo segue com graves problemas políticos. No dia 27 de outubro, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, assumiu o comando do Tricolor. Principal nome para dirigir o clube, o cartola precisou entrar em ação, uma vez que Carlos Miguel Aidar, antigo presidente, renunciou ao cargo após ser acusado de desvio de dinheiro por Ataíde Gil Guerreiro, vice-presidente de futebol do clube paulista.
Com a chegada de Leco, a torcida achou que a crise seria estancada. Porém, o que se viu foram novas ações confusas. Contratado por Aidar no início de outubro, o técnico Doriva deixou o comando do São Paulo após uma derrota para o Cruzeiro, no Mineirão, por 2 a 1, faltando apenas quatro partidas para o final da temporada.
Além do treinador, o CEO Alexandre Bourgeois, que havia sido demitido por Aidar, foi recontratado por Leco. Porém, cerca de três semanas depois, o profissional foi demitido novamente. Para Paulo Vinícius Coelho, comentarista dos canais FOX Sports, a saída de Alexandre foi o principal erro da atual diretoria: “se já sabiam que o trabalho dele não havia sido bom com o Aidar, porque contratá-lo para demitir de novo? Não faz sentido”. No momento, os dois nomes que cuidam diretamente do futebol do São Paulo são Ataíde Gil Guerreiro e o gerente executivo, Gustavo Oliveira, sobrinho do ídolo Raí.
Apesar de todos os problemas internos, a equipe do São Paulo está ‘sobrevivendo’ ao ano de 2015. Semifinalista do Campeonato Paulista, o time chegou também à penúltima fase da Copa do Brasil e segue muito vivo na disputa por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro, que dará uma vaga na próxima edição da Copa Bridgestone Libertadores. Para PVC, a vaga não é de vital importância para o Tricolor.
“Para o São Paulo, não basta a vaga na Libertadores. O São Paulo precisa de estabilidade política, senão vai acontecer a mesma coisa que esse ano. Foi para a Libertadores, mas não ganhou. Aliás, não ganhou nenhuma competição. É melhor você sacrificar um ano, mas ter um planejamento político e chegar bem em 2017, com condições de disputar essas competições. Até porque, a Libertadores não é uma salvação financeira, problema que o São Paulo tem também”, analisou PVC.
Porém, o futuro ainda é incerto para o clube do Morumbi. Nomes como Alexandre Pato, Luis Fabiano devem deixar o São Paulo durante a virada de temporada. Maior ídolo da história da instituição, Rogério Ceni fará a partida, que marca a aposentadoria do craque, no dia 11 de dezembro, deixando a equipe sem a imagem de um líder em campo.
*Reportagem de Daniel Bocatto
Para PVC, São Paulo precisa mais de 'estabilidade' do que Libertadores
Vivendo a pior crise política de sua história, o Tricolor ainda segue sem um treinador e com o planejamento para 2016 comprometido
Fonte Fox Sports
13 de Novembro de 2015
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