Bom relacionamento com o Santos impediu proposta do São Paulo por Ricardo Oliveira

Tricolor esteve perto de negociar com o atacante antes da reta final da Libertadores

Fonte Super Esportes
O São Paulo esteve perto de iniciar uma negociação com o atacante Ricardo Oliveira antes de disputar a fase de mata-mata da Copa Libertadores da América, em maio deste ano. De acordo com os nomes responsáveis pelas tratativas, no entanto, o bom relacionamento com o Santos, clube que havia acertado contrato de quatro meses com o então artilheiro do Paulista, no entanto, impediu uma investida forte dos são-paulinos.
O fato foi revelado por Gustavo Vieira de Oliveira, à época gerente de futebol do clube (hoje ocupa o cargo de diretor executivo) sob a gestão Carlos Miguel Aidar. Apontado por muitos como o responsável pela rejeição ao retorno do camisa 9 ao Morumbi, ele deu a sua versão dos fatos.
“Quanto ao Ricardo Oliveira, houve, sim, um interesse da nossa parte para contratá-lo em maio, quando acabava o seu contrato com o Santos. Mas, em uma reunião na qual eu não participei, ficou decidido que não iríamos levar o negócio à frente por causa de manter um bom relacionamento com um clube que sempre foi cordial conosco”, apontou o dirigente.
Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 20 gols marcados, Oliveira atuou no Tricolor em 2010, quando participou da campanha da equipe na Libertadores daquele ano (chegou até a semifinal) e permaneceu no elenco até o encerramento do Brasileiro, quando o clube acabou não conseguindo nem uma vaga na competição continental.
Sua vinda seria essencial na reposição de Alan Kardec, que havia rompido o ligamento cruzado anterior do joelho direito um mês antes e só voltou a atuar em outubro. Sem o matador do Peixe, no entanto, a equipe acabou caindo nas oitavas de final da competição, sendo eliminada nos pênaltis pelo Cruzeiro, no Mineirão.
Ciente da possibilidade perdida, Gustavo admite que houve alguns erros de sua parte no trabalho realizado para montar o grupo atual de atletas, como alguns jogadores que não emplacaram e custaram um bom dinheiro aos cofres do clube. Apesar de não citar nomes, o zagueiro Dória e os atacantes Centurión e Jonathan Cafu são vistos assim internamente. Agora, a ideia da atual diretoria é minimizar essas possibilidades, montando um centro de excelência para captação de atletas.
“Naturalmente, ao conduzir o futebol, humanos que somos, cometemos erros e acertos. Nosso objetivo principal é evitar os erros e, reconhecendo que ocorrerão, reduzir seu impacto. Eu, assim como outros, cometi erros. Temos de fazer a avaliação e ter internamente o debate para que haja melhoras futuras. Temos que pensar no elenco sempre de uma forma dinâmica”, avaliou.
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