Alexandre Bourgeois foi apresentado ao elenco e comissão técnica nesta sexta-feira
A inesperada saída do CEO Alexandre Bourgeois, demitido na noite de segunda-feira, deixou a gestão do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, em rota de colisão com o empresário Abílio Diniz, membro do conselho consultivo e influente no Morumbi, segundo apurou a reportagem da ESPN.
Bourgeois foi indicado por Abílio Diniz durante a administração de Carlos Miguel Aidar para desenvolver um projeto capaz de profissionalizar a gestão do clube e ajustar as finanças - na época as dívidas eram de R$ 270 milhões, hoje beiram R$ 300 milhões.
Demitido por Aidar em 10 de setembro sem ter colocado em prática o plano, Bourgeois foi recontratado por Leco em 19 de outubro, quando o cartola estava na presidência de forma interina - Aidar renunciou em 13 de outubro e Leco foi eleito dia 27 de outubro.
Então, Bourgeois retomou o projeto, cujo maior incentivador continuou sendo Abílio Diniz. A proposta dele era a criação de um conselho gestor, do qual o próprio presidente do São Paulo seria o chefe. Abaixo desse conselho gestor estariam o CEO, todos os vice-presidentes (cargos ocupados por conselheiros) e os executivos, que seriam contratados para administrar cada um dos departamentos chaves do clube (administrativo, financeiro, social, futebol etc.).
Abílio Diniz defendia o projeto como a solução para o São Paulo se recuperar dos problemas de gestão e principalmente financeiros. Mas, com o CEO demitido, o projeto será engavetado, assim como ocorreu na gestão de Aidar.
O empresário também apoiou Leco na eleição do último dia 27 e havia (até aquele momento) um sincronismo de ideias. Algo que algumas pessoas próximas da diretoria e do empresário entendem que ficou abalado neste momento.
Entre as justificativas para saída do CEO, alguns cartolas do clube informaram à reportagem que O CEO sofria pressão interna de alguns conselheiros, que o acusavam de ser o responsável por vazar informações para a imprensa. Outras fontes próximas à diretoria afirmaramque Bourgeois chegou a apresentar o projeto para Leco, que disse que o clima atual não permitira colocá-lo em prática neste momento. Por isso Bourgeois foi desligado.
Nem Leco, nem Bourgeois nem Abílio Diniz foram encontrados pela reportagem para comentar o caso. Os dois primeiros não retornaram os contatos feitos.
Nova saída de CEO recoloca São Paulo em rota de colisão com Abilio Diniz
Fonte ESPN
10 de Novembro de 2015
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