A falta de iniciativa da diretoria do São Paulo para com Doriva é reflexo da confiança que o treinador passa a seus superiores. Nenhum deles admitirá publicamente, mas não há segurança sobre a permanência do comandante. Mesmo que ele classifique o time para a Libertadores do ano que vem. Movimentar-se pensando em 2016 sem consultá-lo é só mais um atestado.
Em outras palavras, Doriva ainda não conseguiu seduzir os cartolas. E não por má vontade. Ao contrário. A análise é de que o treinador tem caráter indiscutível, boas intenções e muita vontade de trabalhar. Mas se equivocou em alguns pontos, além de o momento não ser favorável.
Vale lembrar que o comandante foi contratado quando não havia sequer diretoria. Era apenas o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, agora persona non grata no clube pelo modo como renunciou, e José Eduardo Chimello, já demitido da gerência.
Doriva tem pelo menos mais cinco jogos. No cenário atual, levar o time à Libertadores está mais para abrir uma saída pela porta da frente do que garantir sua permanência.
Doriva não tem garantias mesmo se conseguir Libertadores
Fonte LANCENet!
6 de Novembro de 2015
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