A grande novidade do São Paulo para o duelo deste domingo contra o Vasco, às 16h, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro, será o uniforme dos jogadores.
O clube programou para a tarde de hoje a estreia da terceira camisa, de cor grená com detalhes vermelhos para os jogadores e na cor azul para o goleiro Rogério Ceni.
Novidade aprovada pela maioria dos conselheiros em reunião que aconteceu em julho deste ano, a nova camisa será submetida ao julgamento dos torcedores.
A expectativa é que o modelo seja aprovado e valorize a camisa do clube. O ESPN.com.br apurou que a diretoria pretende buscar empresas que ocupar o espaço de patrocinador master, vago há mais de uma ano.
O são Paulo já chegou a pedir R$ 30 milhões anuais, baixou o pedido para R$ 20 milhões e, sem marca fixa na camisa, tem estampando em alguns jogos o nome da Copa Airlines, parceira institucional.
Entre os grandes do Brasil, o São Paulo é o clube que mais resistiu à adoção de um terceiro uniforme. Não que uma camisa alternativa seja inédita. Em algumas ocasiões o clube vestiu um uniforme diferente dos modelos tradicionais.
Mas todas as vezes que isso ocorreu o tema foi tratado pela diretoria como "exceção", geralmente associado a alguma comemoração ou a alguma homenagem. Algumas vezes a mudança foi forçada porque o clube não tinha os uniformes tradicionais disponíveis.
"O São Paulo sempre foi muito rígido nesse ponto. O Leco convenceu os seus pares de que era algo que vinha atrasando o clube. A gente deixou muito dinheiro em cima da mesa, deixamos de faturar e expor a marca", disse Vinícius Pinotti, diretor de marketing do São Paulo, no lançamento da nova camisa, na última sexta.
Novidade
A primeira vez foi em 1940. Naquele ano, o São Paulo utilizou em três partidas uma camisa com listras verticais pretas e brancas, com a gola e a ponta das mangas na cor vermelha. A camisa era bastante semelhante ao uniforme da seleção paulista.
Sem rejeição, o clube voltou a usar o modelo em quatro partidas da temporada seguinte. O detalhe curioso é que o uniforme foi vestido até usado até contra o Corinthians.

Uniformes alternativos do São Paulo
Azul, tricolor e vermelho
Em 1964, durante uma excursão para a Itália, o time utilizou uma camisa azul, emprestada pela Fiorentina, para a disputa da final do Torneio Cidade de Florença contra Zenith Leningrad, da União Soviética.
A novidade não foi uma estratégia de marketing. Na verdade, foi um erro do roupeiro tricolor, que esqueceu o uniforme são-paulino no hotel. O erro foi notado já no estádio Artemio Franchi e por isso a delegação pegou emprestado as camisas da Fiorentina, que eram azuis com a flor de lis no peito.
De azul, o time venceu por 1 a 0 e foi campeão
Dois anos depois o clube decidiu inovar e, por sugestão do jornalista e conselheiro Paulo Planet, adotou uma camisa que tinha três cores: preta (lado direito), branca (centro) e vermelha (lado esquerdo).
Ao todo, o São Paulo jogou dez vezes com este modelo. Inclusive, enfrentou o Corinthians, o Palmeiras e o Santos com a camisa alternativa. Ela foi aposentada após derrota para o rival alviverde por 3 a 0.
Já em 1969 os são-paulinos tiveram de repetir o roteiro de três anos. Na disputa pelo Troféu Colombino contra o Real Madrid, a equipe tricolor não estava com o uniforme número dois. Impossibilitado de jogar de branco como o rival, teve de pegar emprestado a camisa do Recreativo de Huleva, na cor azul.
A nova vestimenta deu sorte e os são-paulinos venceram por 2 a 1.
Em 1978, pela Copa Libertadores, o São Paulo teve de adotar o uniforme do Unión Española, de cor vermelha, para enfrentar o Palestino, no Chile. A camisa do rival era bem parecida com a do adversário. Branca, com listra tricolor preta, verde e vermelha.
A mudança não afetou o time, que venceu por 1 a 0.
Sem faixas e vermelho por inteiro
Durante um amistoso contra a Roma, na Itália, o São Paulo abandonou a faixa tricolor e utilizou uma camisa branca, com o escudo do lado esquerdo do peito e o número do lado direito.
A camisa, produzida pela francesa Le Coq Sportif, não agradou aos diretores presentes na excursão. Foi aposentada após o jogo, que teve vitória romanista por 2 a 1.
No ano seguinte fez uma camisa parecida com o modelo de 1996, mas somente as mangas eram coloridas. A direita era preta, enquanto a esquerda era vermelha.
Em 2000, durante a disputa do Torneio Constantino Cury, o São Paulo utilizou uma camisa branca, com escudo do Paulistano e do próprio São Paulo do lado esquerdo. O uniforme foi uma homenagem ao centenário do clube do Jardim Europa. Foi usado só no primeiro tempo.
Treze anos depois adotou um modelo todo vermelho ao enfrentar o Penapolense. Foi uma camisa comemorativa pela conclusão da reforma das cadeiras do Morumbi (que ficaram vermelhas) e com o slogan "Vermelho a cor da raça". A camisa não agradou e foi aposentada.

Camisa vermelha do São Paulo comemorativa, utilizada em 2013