Zezé di Camargo e Rogério Ceni, no vestiário do São Paulo
A crise financeira do São Paulo pode ser equacionada com a ajuda de torcedores famosos. Ao menos é essa a ideia do presidente Carlos Miguel Aidar. Em entrevista ao jornal ‘O Estado de S. Paulo', o dirigente revelou a ideia de criar um fundo de investimento, reunindo de empresários a artistas tricolores.
Segundo Aidar, em dois meses, o São Paulo deve anunciar a criação de um FIDC (Fundo de Investimento de Direito Creditório), com uma captação inicial de R$ 100 milhões. Para atingir essas cifras, o presidente do clube quer "pegar grandes são-paulinos", em suas próprias palavras.
"Quem são eles? Já tenho nomes elencados para convidar. Vinícius Pinotti, Abílio Diniz, Roberto Justus, Benjamin Steinbruch, Felipe Massa, Rodrigo Faro, Henri Castelli, Zezé di Camargo, Ives Gandra... A intenção é convidá-los a investir. O investimento mínimo é R$ 1 milhão", afirmou.
"Quando pegar esse dinheiro, vou ao banco e liquido toda a dívida bancária, adiro à MP do Profut, jogo a dívida fiscal e tributária, com a Timemania, de R$ 50 milhões, que eu herdei. Ainda tenho 190 meses para pagar isso, mas se jogar no Profut, passo a ter 240 meses e a prestação diminui", seguiu.
Para remunerar os investidores, o São Paulo deve envolver o dinheiro de venda de jogadores. "Vamos pensar que temos um jogador jovem e bom, fixado com a multa rescisória de R$ 20 milhões para o Brasil e 30 milhões de euros para o exterior. O comitê de investimentos senta com o São Paulo, chega a um acordo sobre o valor e ele entra no fundo para dar lastro ao investidor pelo valor que o comitê e o clube acordarem. E fica lá. O dia em que o jogador for vendido, entra o dinheiro da venda dele, você remunera o investidor", explicou.
Aidar acredita que em 60 dias "põe esse fundo de pé". A ideia é que 80% do que for arrecadado seja destinado para o pagamento da dívida, e 20%, para o futebol. No balanço de 2014, o débito apresentado pelo São Paulo foi de R$ 341 milhões, um aumento de R$ 90 mi em relação ao exercício anterior.
Ainda assim, Aidar crê que precisa de mais cinco anos "para tirar a dívida da frente do São Paulo". Com isso, ele também revelou publicamente seu desejo de se candidatar à reeleição - ele tem mais dois anos como presidente em seu mandato atual.
"Até o final do ano toda a dívida deve estar refinanciada e equacionada. Agora, para tirar a dívida da frente é difícil fazer uma projeção. O FIDC está com um modelo muito bem montado, só está com o custo um pouco alto, é um fundo de cinco anos renovável por mais cinco. Então eu acho que em cinco anos eu tiro a dívida da frente do São Paulo. É o tempo que me sobra de mandato. São dois neste atual e outros três da reeleição. Sou candidato à reeleição daqui dois anos e todo mundo aqui dentro já sabe disso", sentenciou.
Aidar quer que Massa, Zezé di Camargo e Henri Castelli invistam no São Paulo
Fonte ESPN
27 de Julho de 2015
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