Na última semana, Juan Carlos Osorio foi ao Paraguai para acompanhar a semifinal da Libertadores, entre Guaraní-PAR e River Plate. Só que, de acordo com o jornal D10, o treinador do São Paulo voltou com uma ideia: sugerir a contratação do atacante paraguaio Julián Benítez ao time tricolor. No entanto, o "encantamento" do técnico pode virar pura frustração.
Sem dinheiro para investir em contratações caras, o clube do Morumbi pode esbarrar na boa saúde financeira e no pouco desejo dos paraguaios em liberar atletas a baixo custo.
De acordo com Felipe Celia, ex-preparador físico e coordenador científico do Guaraní-PAR, o São Paulo vai ter que apresentar uma proposta bem vantajosa caso pretenda realizar o desejo de Osorio.
"O clube não precisa de dinheiro, são ricos e não fazem negócio se realmente não valer a pena, eles podem endurecer o jogo. Ele não precisa vender jogadores, porque é um time com as finanças em ordem, enxuto e a família que controla o clube tem muito dinheiro. Se não acharem justo não farão, porque muitas vezes os clubes chegam lá para levar os jogadores e não há negócio", afirmou em entrevista ao ESPN.com.br.
Para Celia, o fator financeiro é tão ‘irrelevante' no time paraguaio, que foi o principal motivo para o fracasso do Grêmio na contratação por empréstimo do atacante Santander, que brilho contra o Corinthians na Libertadores.
"No Paraguai falavam muito sobre o Grêmio querer o Santander por empréstimo, mas eles não liberavam. Só fazem negócio se for bom", disse.
Apesar de definir a negociação como complicada, Celia acredita que o atacante pode evoluir muito caso se transfira para o Brasil, principalmente trabalhando com Osorio.
"Se ele for ao São Paulo será para ele um desafio para ele ir a um time tão grande quanto o São Paulo, com um treinador tão qualificado. Ele atuando ao lado de jogadores de nível ele deve evoluir ainda mais", projetou.
A situação financeira do São Paulo não é das melhores. Com dívidas e vendendo jogadores, o clube tricolor já admitiu que deve estudar contratações de atletas que atuam em ligas menores ou até mesmo na Série B do Campeonato Brasileiro.
Situação completamente diferente vive o time paraguaio. Comandado por um mega empresário do ramo do aço, a equipe paraguaia paga sempre em dia, até mesmo para atletas que não jogam. Uma das regras para a saúde nas finanças é a política de teto salarial: 25 mil dólares.
Vale destacar que o jogador, que marcou três gols em 12 jogos na Libertadores, só poderia ocorrer após o Campeonato Brasileiro, já que a janela de transferências para jogadores de fora se encerrou no último dia 21.
Rico, Guaraní-PAR tem poder para esnobar crise do São Paulo e não vender atacante
Fonte ESPN
27 de Julho de 2015
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