Após receber duras críticas de Juvenal Juvêncio, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, respondeu as declarações de seu antecessor no cargo em entrevista ao site “Esquema de Jogo”. Entre vários temas, o dirigente explicou as dívidas do Tricolor.
“A dívida total do São Paulo hoje é de R$ 280 milhões. Eu tenho um grande problema aqui. Herdei uma dívida de cerca de R$ 140 milhões, que era totalmente maquiada no balanço do clube com superávits contábeis, mas nunca financeiros. Essa herança dificulta a gestão. Sou obrigado a fazer certas coisas aqui que não faria se não tivesse essa dívida. Mas eu vou consertar isso. Mais dois ou três anos, vou deixar o caixa do São Paulo de acordo. Já não estou mais trabalhando no vermelho dentro do mês. O problema é a dívida do passado. Além desse valor, o São Paulo deve cerca de R$ 40 milhões para fornecedores diversos, entre a empresa de limpeza, clubes, como o Orlando City, empresa de segurança, assessoria de Imprensa, entre outros. O Juvenal arrebentou o São Paulo”, comentou, contrariando o discurso do ex-presidente, que revelou ter deixado R$ 20 milhões no caixa são paulino para o sucessor.
Além disso, o cartola falou sobre possíveis vendas de novos jogadores. “As vendas de Souza, Denílson e Paulo Miranda não pagam nem 15% da dívida do São Paulo. Portanto, qualquer proposta que for satisfatória não será recusada”, disse, mesmo após ouvir críticas do treinador Juan Carlos Osorio sobre o enfraquecimento do elenco. Uma possível saída comentada foi a do atacante Luis Fabiano.
“Agora mesmo veio uma sondagem pelo Luis Fabiano (por parte do Cruz Azul). Pedi US$ 3 milhões, eles recuaram. Mas, se chegassem a US$ 1,5 milhão, o jogador seria liberado”, revelou, detalhando a situação do camisa 9. “Ele ganha R$ 600 mil por mês, até o final do seu contrato, eu teria de pagar mais R$ 3,6 milhões. Independente de gostarmos dele ou não, é fato que não se trata do mesmo jogador. Se o negócio saísse, eu tiraria um grande valor das contas pagas todo mês e ainda colocaria algum dinheiro em caixa”.

Outra negociação que foi esmiuçada por Aidar foi a do meia Ganso, pretendido pelo Flamengo em junho e pelo Orlando City na última semana. “Há alguns meses, o Flamengo ofereceu R$ 10 milhões pelo jogador. Pedi R$ 25 milhões. Eles fizeram uma nova oferta, de R$ 15 milhões. Bati o pé no que havia pedido porque se eles tivessem chegado a R$ 20 milhões, teria vendido o jogador”, explicou. “Sobre o Orlando, é preciso explicar: eles tinham direito a uma porcentagem da renda sobre os jogos realizados no Morumbi com a participação do jogador (Kaká). No total, o São Paulo tinha de pagar R$ 2 milhões. Além disso, teríamos de fazer uma prestação de contas de cada jogo ao time americano. Eles alegam que isso foi feito fora do prazo e, por isso, cobram uma multa de R$ 10 milhões. Mas isso está errado”, completou. Segundo o “Globoesporte.com”, o clube americano entrou na Justiça brasileira para cobrar R$ 14 milhões referentes à dívida do empréstimo de Kaká, e aceitaria retirar a ação e abrir mão do valor caso recebesse o camisa 10 em troca.