Djalma Vassão/Gazeta Press
Desde fevereiro no São Paulo, Ricky Centurión só se adaptou ao clube e ao Brasil recentemente. Apesar de enfrentar problema de saúde na família, o argentino finalmente sorri e conversa com alguns colegas de elenco no dia a dia. Mudança que, somada à boa fase em campo, afasta qualquer vontade de retornar agora ao seu país, como acaba de fazer Carlos Tevez ao regressar para o Boca Juniors.
"Estou completamente adaptado, passando bom momento. Em nenhum momento, passou pela minha cabeça deixar o São Paulo e ir para a Argentina. Vou ficar aqui, porque me sinto bem, porque venho treinar feliz, deixo os problemas fora do treinamento. Só isso, nada demais", diz o meia-atacante, que já se queixou com a imprensa argentina, em seus primeiros meses na capital paulista, que estava sofrendo porque não o entendiam.
"Minha personalidade é assim, sou muito fechado, não sou de falar. Se não conheço a pessoa, não falo com ela. Se ela se aproxima, eu falo. Mas é minha personalidade. Agora estou mais enturmado. Vou a restaurante, shopping, mas sozinho. Agora, não antes", sorriu. "Agora, estou bem aqui".
Ídolo do Racing, pelo qual foi campeão argentino na temporada passada – o gol do título foi seu, a propósito –, Centurión se tornou rapidamente xodó da torcida são-paulina, embora ainda não tenha se firmado definitivamente na equipe. Até por isso, aos 22 anos, entende ser muito cedo para voltar a vestir a camisa do clube que o revelou, caminho que Tevez (nove anos mais velho) tomou ao deixar a Juventus rumo ao Boca Juniors.
"Carlos é jogador de primeira classe. Ele volta à Argentina aos 31 anos e vai jogar muito, está muito bem. O Boca é um time muito grande. Mas cada um tem que fazer sua própria carreira, ele ficou dez anos na Europa e ganhou tudo", comentou o são-paulino, sem esconder a admiração pelo compatriota. "Estou contente porque meu pai é torcedor do Boca. Seria muito bonito voltar, com as pessoas te recebendo assim".
A idolatria da torcida xeneize, que lotou a Bombonera para recepcionar Tevez na segunda-feira, ainda não é a que os são-paulinos têm por Centurión. Mas ela cresce na medida que o meia-atacante melhora sua produção em campo. Ele foi titular nos dois últimos jogos, quando participou decisivamente com uma assistência e um gol marcado. Desempenho que aumentou o número de mensagens recebidas em redes sociais.
"São palavras de agradecimento. Sou mais um jogador argentino no Brasil. É difícil em muito pouco tempo ter a torcida gritando seu nome. É muito bom. Eu muito feliz de estar aqui no São Paulo", destacou, com português também cada vez melhor.
Agora enturmado, Centurión descarta repetir ídolo Tevez tão cedo
Fonte Gazeta Espotiva
16 de Julho de 2015
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