Juan Carlos Osório é um cavalheiro.
Mas é também alguém com quem se tem prazer em conversar sobre futebol. Sente-se e esqueça as fofocas, confusões, o noticiário do dia-a-dia. Saber ouvir é um deleite para quem gosta de bola.
Foi a lição da entrevista que concedeu ao Fox Sports na noite de segunda-feira. Desde a primeira frase: “Quando cheguei ao Manchester City, fui ao rival Manchester United e pedi para assistir aos treinos de Alex Ferguson. Uma das coisas que Ferguson me disse: 'quando você dirige um time só com grandes jogadores, o dinheiro já não é mais o que os toca.''
A resposta foi dada à pergunta sobre como conseguiu tirar de Pato mais do que ele parecia disposto a oferecer, nos últimos anos de sua carreira. Potencial, Pato sempre teve. Mas de duas semanas para cá, falou sobre como gosta de jogar, como não gosta, como se sente tratado pela imprensa e, mais do que tudo, jogou bem contra o Vasco e o Coritiba.
“O que toca o jogador é a vontade de vencer o adversário'', disse Osório, parecendo julgar que conseguiu mostrar isso ao atacante. O princípio da pelada, na rua, na praia, no asfalto… Ganhar de quem está do outro lado.
Mais à frente, perto do final da entrevista, Juan Carlos Osório explicou por que colocou Édson Silva contra o Avaí, sua alteração mais questionada. Disse que o adversário forçava a ligava a ligação direta e o jogo aéreo. Havia duas formas de conter: 1. adiantar a marcação e cortar o lançamento na origem; 2. escalar um zagueiro alto para minimizar o risco.
“Meu time não estava avançando para marcar a origem'', disse Osório.
Senha para a pergunta seguinte: “É difícil fazer isso tendo Pato e Ganso como marcadores no ataque.''
Ao que Osório respondeu: “Pato já está competindo e Ganso tem condição de fazer o mesmo.''
Bom entendedor tenha a senha para a observação seguinte.
“Isso confirma o que dissemos no início do programa. Você conseguiu tocar o Pato com seu diálogo. Mas ainda não conseguiu tocar o Ganso'', eu disse.
Ele respondeu: “Como diz o Guardiola, todo jogador deve ter um botão onde se pode… tocar. Eu vou procurar.''
Em bom português, Osório diria que todo jogador tem um botão de liga e desliga. Impossível dizer que Osório procurou esta palavra, porque ainda está em sua segunda aula de português. Na prática, é esse botão que o técnico colombiano procura no seu principal jogador de meio-de-campo.
Osorio sobre Ganso: "Todo jogador tem um botão para ser tocado"
Fonte Blog do PVC
15 de Julho de 2015
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