Dez anos do Tri: a fuga da Arena da Baixada e o 'choro' do Furacão

Ao sustentar que primeiro jogo da final da Libertadores 2005 teria de ser fora do estádio do Atlético-PR, São Paulo comprou briga com o clube paranaense, rixa que perdura até hoje

Fonte LANCE!Net
Rogério Ceni levanta a taça de campeão da Libertadores de 2005, no Morumbi, após vitória sobre o Atlético-PR: início de uma longa rixa...
A final da Libertadores-2005 não terminou no dia 14 de julho (completa dez anos nesta terça-feira), com a goleada do São Paulo por 4 a 0 sobre o Atlético-PR. Aliás, pode-se dizer que até hoje ainda há marcas daquele confronto brasileiro. Com a vitória nos dois jogos e uma ação nos bastidores, o Tricolor ganhou a taça, mas também um inimigo.
Foi antes da decisão que formou-se a rixa entre as diretorias de São Paulo e Atlético-PR. Tudo porque o Tricolor agiu para que o Furacão não pudesse mandar o primeiro jogo da final na Arena da Baixada, então conhecida na época como Arena Kyocera.
O estádio tinha capacidade para 25 mil pessoas e o regulamento da Conmebol previa o mínimo de 40 mil para a realização da final. Os dirigentes do Atlético-PR esperavam contar com a sensibilidade da entidade e dos cartolas são-paulinos, fizeram de tudo para mandar o jogo em sua casa, até uma arquibancada provisório que aumentou a capacidade para 40 mil, mas não deu.
A partida foi levada para o Beira-Rio, em Porto Alegre, onde o São Paulo abriu caminho para o título. Ali começou uma briga, que só foi amenizada há pouco, na gestão de Carlos Miguel Aidar. Os são-paulinos sempre alegaram que a questão era de choro por parte do rubro-negro, que devolvia com ódio.
Em 2006, o Tricolor tirou o atacante Aloísio do Furacão e, em 2007, outra contratação gerou fúria. Dagoberto entrou em lítigio com o Atlético, seu clube formador, e se transferiu para o São Paulo. Os paranaenses acusaram os paulistas de roubo.
- O São Paulo nem a a Conmebol tem responsabilidade nisso, porque está no regulamento. A cukpá é de quem não cuidou de todos os aspectos - afirmou Paulo Autuori, técnico do Tricolor na época, antes da primeira final.
Tudo isso levou a atual diretoria a ter muito cuidado ao negociar com Nathan, promessa atleticana que acabou indo para o Chelsea. Para se ter uma ideia da rivalidade histórica.
Ironicamente, o São Paulo até hoje nunca venceu na Arena da Baixada. Mas de que importa? O Tri passou longe dali...
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