Juan Carlos Osorio não esconde sua satisfação com a postura da diretoria do São Paulo, que vendeu três jogadores nos últimos dias (Paulo Miranda, Denilson e Souza), está perto de emprestar Rodrigo Caio, e não conseguiu renovar o empréstimo de Dória. A situação para o técnico é tão incômoda, que ele disse não saber quem irá escalar no confronto do próximo domingo, contra o Fluminense, no Morumbi, pelo Campeonato Brasileiro.
- São muitas dúvidas. Jogadores que possivelmente fiquem aqui, ou que saiam. Não há segurança suficiente para falar do time. Amanhã (sábado) teremos outro treino e tomaremos decisões - afirmou, ao ser perguntado se poderia confirmar a escalação para a partida.
Osorio discorda do modo como a diretoria vem agindo e disse que continuará sugerindo reforços. O treinador afirmou que acharia razoável o clube negociar dois jogadores, mas não mais que isso. O presidente Carlos Miguel Aidar adotou a estratégia com a justificativa da crise financeira vivida pelo São Paulo. O clube não paga direito de imagens aos jogadores há quatro meses.
- Entendo a situação econômica do clube, porém também acho que nossa maior responsabilidade com elenco, com a torcida, e com todos aqueles que tenham sentimento por São Paulo é de fortalecer o time.
Seguiremos, continuaremos sugerindo reforços. Se concretizam ou não, não sei. Decisão da diretoria. Mas um bom time em qualquer lugar do mundo sempre procura ter o melhor elenco - analisou o colombiano.
A preocupação maior externada pelo comandante é com a falta de experiência do grupo que tem em mãos. No duelo contra o Atlético-PR, na última quarta-feira, por exemplo, o técnico promoveu as estreias dos garotos Lyanco e Matheus Reis, de 18 e 20 anos, respectivamente.
- Não estou falando sobre jogador ser bom ou ruim, mas aqui no elenco que temos agora, há 12 jogadores, máximo 15, com 100 partidas ou mais. O resto, tem 50 ou menos. Cada um tira suas conclusões. Mas minha maior responsabilidade é preparar os que estão para ganhar o próximo jogo. Não posso debater o que disse a diretoria (sobre o desmanche). Não leio, não escuto. Então não sei. Nós trabalhamos com quem está aqui - afirmou.
Osorio disse ainda que compreende a declaração de Rogério Ceni, que bateu forte na diretoria, e revelou uma conversa com o capitão sobre o assunto.
- Entendo o lado dele. Falei com ele. Falou que era a última possibilidade dele. E eu falei, que era a minha também, porque se não ganhar é certo que não vou continuar. Então estou com ele - declarou Osorio.
Vale lembrar que o presidente Carlos Miguel Aidar rejeita o termo "desmanche" e justificou.
- Num elenco de 33, 34 atletas, saíram quatro, cinco. Não é desmanche.
Apesar da discordância da estratégia da diretoria, Osorio garantiu que em nenhum momento pensou em deixar o São Paulo e negou que esteja irritado com os dirigentes.
- Em nenhum momento passou pela minha cabeça nem por meus auxiliares. Queremos ficar aqui no futebol brasileiro, estamos muito orgulhos de estar aqui. Temos confiança absoluta que podemos reverter a situação e que equipe vai começar a ganhar.
Osorio volta a bater em desmanche do São Paulo e diz que não sabe quem escalar
Técnico colombiano disse que concordaria com duas vendas apenas e argumentou com a falta de experiência do elenco que tem em mais. Ele não divulgou escalação para encarar o Flu domingo
Fonte LANCE!Net
3 de Julho de 2015
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