Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Pode ser despiste, já que a maioria das declarações de Carlos Miguel Aidar acabam não se confirmando, mas, mesmo com novas saídas, o São Paulo não irá reforçar o elenco. A aposta do presidente do clube, segundo disse ele depois da derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR, é em promessas recém-promovidas das divisões de base de Cotia para o profissional.
"O São Paulo não está pensando em contratações. Hoje (quarta-feira), tivemos a feliz oportunidade de ver o Lyanco e o Matheus Reis estreando. Temos um bom elenco ainda. Esse é o projeto do São Paulo: investir na base. Se não investir naquela base, que custa quase R$ 30 milhões por ano, é melhor fechar Cotia", disse, ao negar que o projeto atrapalhará o objetivo de disputar o título brasileiro.
"Vocês (jornalistas) são muito jovens, talvez não se lembrem que há 30 anos eu fiz uma venda grande de atletas, promovi a base, e o São Paulo foi campeão paulista duas vezes, campeão brasileiro. Foi a base do time campeão do mundo. Não temo absolutamente nada. Tenho certeza de que estou no caminho certo", afirmou o dirigente, que iniciou seu terceiro mandado como presidente em 2014, depois de 24 anos afastado do futebol são-paulino. O coordenador técnico Milton Cruz, que dirigiu a equipe em Curitiba por conta da suspensão do treinador Juan Carlos Osorio (expulso na rodada passada), não é muito jovem. A um mês de completar 58 anos, o ex-jogador, formado nas categorias de base do clube, entende que esse não exatamente é o caminho correto. Embora exponha sua opinião de forma comedida.
"Já subimos alguns jogadores, temos jogadores experientes. Mas o Campeonato Brasileiro é longo, tem que ter plantel também. Tem a Copa do Brasil. Sei que a diretoria, o Ataíde (vice-presidente de futebol) e o presidente estão se empenhando. Se tiver alguma oportunidade boa de mercado, que não seja loucura, eles reforçarão a equipe para nos ajudar", comentou.
Na semana passada, Osorio revelou ter indicado dois atacantes baratos para a diretoria. Segundo Milton Cruz, o colombiano acredita que o elenco necessita de velocistas principalmente para contra-atacar. A despeito da declaração de Aidar, o coordenador acredita que, a exemplo dos anos em que o São Paulo foi campeão, será possível repor as peças vendidas.
"Já aconteceu várias outras vezes, remontamos a equipe várias vezes. É que o São Paulo, estando bem, sempre tem jogadores vendidos. Meu trabalho é ir em busca de jogadores que possam vir, sem loucura. Ninguém no Brasil está fazendo loucuras para trazer jogadores. A gente vai, se Deus quiser, remontar essa equipe e fazer grandes jogos", concluiu.
Com São Paulo em queda, Aidar descarta reforços e confia em base
Fonte Terra
2 de Julho de 2015
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