Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
A primeira derrota de Juan Carlos Osorio no comando do São Paulo não poderia ter sido pior. Além de ter sido para o Palmeiras, um dos principais rivais do clube, foi por um placar elástico: 4 a 0. O treinador colombiano admitiu que o revés, somado ao empate em casa na rodada passada, causou estrago em seu trabalho.
"É impossível dizer que não afeta", disse, neste domingo, ao final do clássico no Palestra Itália. "Nossa responsabilidade é madrugar e trabalhar amanhã (segunda-feira). Melhorar o ânimo, o espírito da equipe, e tratar de melhorar. Não há outra maneira".
Duas rodadas atrás, o time estava na liderança do Campeonato Brasileiro, com um ponto de frente para o segundo colocado. Depois de somar um só ponto nas duas últimas partidas, o São Paulo agora ocupa o terceiro lugar, com os mesmos 17 pontos do quinto colocado. A distância para a Ponte Preta, oitava colocada, é de apenas um ponto.
Questionado se a formação com Alexandre Pato aberto pela ponta direita não havia sido um erro estratégico - semelhante ao cometido por Muricy Ramalho na derrota por 3 a 0 pelo Campeonato Paulista -, Osorio se defendeu.
"Planejamos a partida pensando que o Lucas (lateral direito do Palmeiras) sobe muito ao terço ofensivo. Hoje, não houve cruzamento do Lucas, porque fixamos ali o Alexandre Pato. Jogando assim, ele acertou a trave esquerda. Tínhamos melhor controle da bola", falou o comandante, que foi expulso no intervalo por reclamar do cartão amarelo dado a Bruno. Segundo ele, ao ter sido advertido, o lateral direito ficou receoso em dar combate no cruzamento que originou o primeiro gol.
O colombiano reconheceu defeitos, porém. "Crítica minha à equipe: a bola parada deles, muito boa; a nossa, muito mau. Nossa posse de bola foi de 62% no primeiro tempo, contra 38% deles. No primeiro tempo, fomos superiores, mas não concretizamos nossas oportunidades. No segundo tempo, foi totalmente diferente, assumo a responsabilidade, porque o técnico não pode ser expulso. Peço desculpa novamente à torcida e espero que isso não volte a acontecer", avaliou.
O volante Souza, em quem a bola desviou no primeiro gol, também foi lembrado por não ter ganho as disputas pelo alto com o zagueiro Victor Ramos, palmeirense que anotou o segundo gol. "Ele assumiu a responsabilidade do homem que estava marcando, acontece. O escanteio anterior foi um aviso. Não nos referenciamos bem e veio o gol deles. Esse, sim, foi o gol decisivo da partida, não o primeiro. Acontece. O segundo gol mudou totalmente o jogo", opinou.
O elenco são-paulino retorna aos trabalhos na manhã desta segunda-feira, no CT da Barra Funda. Dois dias depois, visita o Atlético-PR, na Arena da Baixada.
Técnico acusa golpe e promete "madrugar" para corrigir São Paulo
Fonte Gazeta Esportiva
28 de Junho de 2015
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