'Acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei', diz Dunga
Dunga não entra em detalhes, desconversa sobre assuntos mais controversos e mantém nesta Copa América uma postura quase que protocolar em sua entrevistas. Respostas mais longas por parte do treinador são raras.
Perguntado nesta sexta-feira se a sua geração sofre uma cobrança maior do que a sua enfrentou, ele fez praticamente um desabafo antes do confronto com o Paraguai, neste sábado, às 18h30 (de Brasília), pelas quartas de final da Copa América, em Concepción.
"Nós éramos ruins com sorte. Os outros eram bons com azar (risos). Aquela seleção tinha uma cobrança de 40 anos sem ganhar uma Copa América (time de 1989), 24 anos sem ganhar a Copa do Mundo. Tudo que fazia era de ruim. Até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei. Os caras olham e batem. Mesmo quando ganha, não vai satisfazer a todos. Mas é uma alegria, um orgulho defender o nosso país", disse.
Mesmo classificando em primeiro lugar em seu grupo, o Brasil sofreu em sua arrancada no campeonato não convenceu e agora sofre com as críticas de que seria um time comum sem Neymar, suspenso por quatro jogos.
"Esse jogadores têm uma pressão enorme, um pouco diferente da nossa, mas muito duras. Mas aí tem perguntas em que a gente gostaria de falar e expressar. Se uma seleção que era excepcional, era boa, não ganhou, como vai colocar pressão numa que é considerada ruim? Em 24 anos, o bom tem que ganhar. Temos que olhar diferente. A técnica, a qualidade, o talento, são bons, mas não é suficiente para fazer um time. Quando você escolhe os melhores, tem que ir para a outra parte que é montar o time. A gente não pode achar que está tudo ruim. Temos bons valores, os jogadores estão trabalhando. É uma seleção que está ganhando experiência e cada vez mais vai aumentar o nível de dificuldade. Temos de estar prontos papa dar uma resposta e decidir a todo momento", prosseguiu.
Mauro Silva, auxiliar pontual, e Taffarel, preparador de goleiros, falaram em entrevista recente sobre a dificuldade que enfrentaram nos anos 90 sobre as cobranças que tiveram de lidar na época. Foi nesse contexto que Dunga repetiu seus ex-companheiros para defender a atual equipe e a pressão que sofrem.
Esse será o primeiro mata-mata na atual era Dunga.
Ele tem repetido em cada entrevista que, independente do resultado, a Copa América será fundamental para dar mais experiência aos atletas na disputa das eliminatórias para o Mundial-2018.
OFF - 'Acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei', desabafa Dunga sobre passado
Fonte ESPN
26 de Junho de 2015
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